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domingo, 11 de maio de 2008

Bravo Barrichello! Bravo!


Quem realmente gosta e acompanha a Fórmula 1 sabe a importância de Rubens Barrichello para o esporte.

Não apenas o recorde de participação em 257 GP's que agora se completa, mas todos os momentos protagonizados pelo piloto ao longo destes 16 anos na categoria máxima do automobilistmo.

Rubinho é um grande piloto. Mas também é um injustiçado.

Contemporâneo de Senna, recebeu da mídia e dos fãs a responsabilidade de continuar a obra deste mito. O que, obviamente, era demais para qualquer um.

As nove vitórias de Barrichello são ainda mais surpreendentes quando se verifica que ele precisou vencer não apenas corridas e pilotos, mas o próprio interesse da equipe Ferrari.

Shumacher só foi cinco vezes campeão DEPOIS que Rubinho passou a fazer parte da equipe e desde seu ingresso no time ele esteve durante cinco anos entre os quatro melhores do campeonato sendo duas vezes vice-campeão.

Foram 61 podiuns, 13 poles, 15 voltas mais rápida e a presença na estatística dos melhores pilotos de todos os tempos.

Barrichello já conquistou um lugar na história do automobilismo. É justo que conquiste definitivamente seu lugar no coração e na memória de todos os brasileiros.

Bravo Barrichello! Bravo!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

O Massa é Massa!

Depois de uma exuberante vitória no Bahreim, Felipe Massa se qualifica para receber as atenções da Ferrari numa acelerada rumo ao título da temporada 2007 de F1.

É cedo para dizer que pilotos ou equipes são verdadeiramente favoritos ao título, mas antes mesmo do início da temporada esta discussão está restrita a não mais que quatro pilotos e três equipes.

Seria preciso uma tragédia, como a morte prematura de Airton Senna em 1994, para mudar o script que colocará a Ferrari, McLaren ou Renault e um de seus pilotos no lugar mais alto do podium.

O que Massa conseguiu nessas três primeiras provas do campeonato foi mostrar o arrojo, determinação, segurança, serenidade, resignação e competência técnica para vencer.

No GP da Austrália quebrou, largou em último e numa prova de recuperação chegou em sexto. - Determinação e serenidade.

Na prova da Malásia errou na largada e mais ainda nas tentativas de ultrapassagem. Assumiu o erro e seguiu até o final da prova terminando em quinto. - Arrojo e resignação.

Finalmente no belo circuito do Bahrein fez barba, cabelo e bigode. Dominou os treinos, conquistou a pole, cravou a melhor volta e fechou a prova de ponta a ponta em primeiro. - Segurança e competência técnica.

A exigente imprensa italiana levou Felipe Massa do inferno ao paraíso em uma semana.

E ele sobreviveu ao desafio.

Se realmente confirmará o script que está sendo escrito e se tornará o próximo campeão brasileiro só saberemos no fim da temporada, mas em 14 anos ninguém mostrou tanta competência.

É esperar o embate contra os também excelentes Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e o bicampeão Fernando Alonso.

Essa temporada já entrou para a história do esporte.

sexta-feira, 10 de março de 2006

F1 – 2006, começa a briga.


Rubinho na Honda, será que dessa vez vai?

Nunca vi a Honda entra numa briga que não fosse para ganhar.

Quando o Senna corria pela McLaren com motor Honda o investimento da fábrica nos motores da equipe era fantástico. E depois de pouco tempo ela já havia desbancado os então insuperáveis turbos da Renault.

Agora, ela não só empresta seus motores, mas coloca seu nome a prêmio.

Rubinho não é um piloto que se possa chamar de arrojado, apesar de algumas corridas brilhantes ele está mais para Berger que para Senna.

Jenson Button, seu companheiro de equipe, apesar de um começo de carreira promissor, não correspondeu às expectativas e parece que vai continuar sendo apenas isso, uma promessa.

Assim, não é de se surpreender que nesta primeira parte do campeonato a Honda esteja em pequena vantagem que pode colocá-la na briga pelo título e quem sabe levar Rubinho a brigar de verdade pelo título. Pelo menos isso.

De Massa não se espere mais do que uma temporada mediana. Nunca houve e nem haverá piloto que possa enfrentar a arrogância e presunção de Schumacher.

E com todo respeito ao que já fez Alonso e ao que sempre promete Räikkonen, enquanto Schumacher estiver na Fórmula 1 ele sempre será favorito. Gostemos ou não.

Já se pode decretar que a era Schumacher acabou.

O que virá depois só vamos saber a partir deste domingo, 8h30.

Gentlemans, start your engines...