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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Criando Espaço prá Marvada

Estive lá na Cocavel batendo um papo sobre as delícias da Cachaça, nossa legítima aguardente nacional e aproveitei para divulgar nosso site sobre a bendita:  www.marvada.wordpress.com


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Olympia

Praça Itália
Cascavel - PR

"Talvez este mundo seja o inferno de outros planetas."
Aldous Huxley

sábado, 21 de junho de 2008

Quantos mais?


O espetacular acidente ocorrido na manhã de ontem (dia 21 de junho) na esquina da Av. Brasil com a Rua Marechal Cândido Rondon, é apenas mais um capítulo da novela que é o descaso da administração pública com o trânsito de nossa cidade.
É o tipo de acidente que confirma aquilo que este articulista defende a mais de cinco anos, a transformação das ruas Marechal Cândido Rondon e Rua Visconde de Guarapuava em vias de mão única.
Poucos milhares de reais são necessários para realizar estas mudanças, e que seriam gastos principalmente em divulgação, sinalização e orientação do trânsito.
Bem menos do que o necessário para a reforma e iluminação de praças.
Já existe um projeto de renovação viário na prefeitura. Estas mudanças já foram até mesmo anunciadas. O que ninguém consegue entender é como ainda não deixaram o campo das idéias e passaram para o campo da ação.
Justificar a necessidade destas mudanças é fácil. Quem já passou pela Cândido Rondon nos horário de rush sabe como é tenso e demorado cruzar as ruas Paraná, Brasil e Rio Grande do Sul.
Várias páginas podem ser escritas para justificá-las. Difícil é justificar quanto ainda nossa população terá que pagar em danos materiais e morais até que nossos administradores públicos tomem alguma atitude concreta.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mo.S.Ca.


Nestes tempos em que se multiplicam o número de ONG’s e Associações dos mais diversos fins, decidi fundar um movimento também.

É o Mo.S.Ca. - Movimento dos Sem Calçada.

Não temos sede, diretoria ou corpo social. Também não temos hierarquia e estatuto.

O Mo.S.Ca. não exige filiação, taxa de inscrição e não cobra anuidade. Todos podem participar. E o compromisso nem é muito grande. Basta atitude.

O movimento se propõe a espalhar a idéia, absurda para muitos, de que calçadas (aquele espaço pavimentado entre a rua e o muro das casas) é para ser usado para o trânsito de pedestres.

Algumas sugestões que exigem atitude são aqui sugeridas aos membros do Mo.S.Ca.

Primeiramente cada um precisa garantir que suas calçadas sejam razoavelmente planas, livres de degraus, obstáculos e entulhos.

Então, toda vez que você encontrar alguém caminhando tranqüilamente pela rua, com aquela fleuma de quem vai do banheiro para o quarto, pergunte-lhe porque ela não anda na calçada. Se a resposta for (muito comum) de que não há calçada ou que ela está intransitável, pergunte porque ela não pede ao dono que faça ou conserte a calçada. Se ela responder que não conhece o dono, sugira que ela ligue para a Ouvidoria da prefeitura e denuncie a falta de calçamento.

Algumas ruas são excepcionalmente privilegiadas com calçadas repletas de obstáculos que parecem cuidadosamente planejados para a prática do montanhismo. Algumas, pelo preparo físico que exigem, bem poderiam fazer parte do circuito profissional de trekking.

Além do óbvio impedimento ao tráfego dos cadeirantes e dos carrinhos de bebês, tais calçadas também representam um risco à saúde e à integridade física de todos os pedestres.

A calçada, como tese sociológica, é o espaço de transição entre o público e o privado. Pertence aos domínios do terreno privado e, portanto, sua manutenção está a cargo do proprietário do imóvel, mas é um espaço de uso público.

Daí a origem do termo técnico que designa este espaço: Passeio Público.

O descaso com estes espaços em nossa cidade denotam a falta de responsabilidade e compromisso do cidadão para com a coisa pública. O que é público é de todos, mas freqüentemente se confunde o que “é de todos” com o que “é de ninguém”.

Ao ser consultado, o poder público municipal esquiva-se alegando que a responsabilidade pelas calçadas é do proprietário do imóvel.

Está correto, mas não é menos correto que poder público possui vários imóveis sem calçamento. São parques municipais, terrenos baldios, fundos de vale, o horto florestal e o Ecolixo ambos na rua Manaus. Os lotes próximos à prefeitura. E muitos outros.

A falta de calçada em tantos terrenos públicos é um péssimo exemplo à população.

Segue daí o impedimento moral, mas não legal, de fiscalizar os imóveis particulares que não tem calçada ou que estão com suas calçadas arruinadas.

Não é difícil fazê-lo. Basta usar os mesmos servidores que fiscalizam terrenos com mato e entulho. Basta usar a denúncia do cidadão pelo 156.

Imagine a revolução.

Não mais ver aquele monte de jovens andando pelas ruas a caminho da escola. Não mais pedestres desviando de carros apressados e calçadas traiçoeiras.

Imagine, todos os imóveis com calçadas e muretas.

Imagine uma cidade limpa, bem cuidada, quiçá bonita como aquelas que gostamos de visitar em férias e não cansamos de comentar com amigos dizendo que tinham a aparência bucólica de cidades européias com calçadas limpas e praças floridas.

São cidades exatamente iguais à nossa. A diferença está no cuidado que seu moradores tem com suas casas, suas calçadas e suas ruas.

Cuidado este que demonstra o respeito do cidadão pela coisa pública e que garante que ele não vai escolher como representantes políticos que não tenham este mesmo respeito e responsabilidade.

É, seria uma revolução.

Se queremos uma cidade assim, precisamos fazer esta revolução.

Revolução que começa como uma incômoda Mo.S.Ca. na sopa.

Já dizia Raul Seixas que não adianta ignorar, porque você mata uma, mas vem outra em seu lugar.

Então, já que a revolução tem que acontecer, porque não começar já?

quinta-feira, 9 de março de 2006

Pragas Urbanas I

Viver em cidades tem suas vantagens. Saúde, educação, lazer, comunidade.

Mas elas vêm acompanhadas de algumas pragas que insistem em nos atormentar.

São aquelas pequenas coisas que, quer seja pelo nosso amortecimento social ou pela inépcia das autoridades constituídas, vão se tornando mais e mais corriqueiras e passam a compor o panorama de nossas vidas em sociedade.

Um desses nefastos exemplos está caracterizado na figura do “flanelinha”, o guardador de carros.

Costumo comparar esta figura do cenário metropolitano com o catador de papel.

O catador é um trabalhador – apesar de ser um autônomo da informalidade, o seu trabalho se constituí de uma efetiva prestação de serviço à comunidade mediante uma remuneração.

O “flanelinha” é um marginal que, se valendo da exploração ilegal de um espaço público, faz uso da extorsão para auferir lucros.

Que serviço ele presta? Que bem o seu trabalho têm para a comunidade?

Não significa que todos os que se dedicam a esta atividade ilegal sejam criminosos. Em absoluto. Muitos são os que por falta de opção passam a atuar à margem da legalidade com o justo propósito de sustentar suas famílias.

Mas o espaço das ruas onde estacionamos nossos veículos é público e portanto não pode ser objeto de exploração comercial sem regulamentação legal (e em muitos casos como o das zonas-azuis já são). Assim, ninguém pode nos cobrar adicional para estacionar o veículo.

Mas estes profissionais do ilícito asseguram que estão cobrando “proteção”. Proteção contra furtos, roubo, vandalismo. Ora, é exatamente esse comécio da proteção que tornou os mafiosos famosos. Atualmente muitos traficantes têm usado tal prática para manter cativo seus redutos.

E é porque já está arraigado na memória popular que quem não paga, “paga mais caro”, é que a extorsão funciona.

Pagamos porque temos medo de que sejam eles mesmos os maiores agressores de nosso patrimônio.

Não é raro ver pessoas, principalmente mulheres, serem intimidadas e moralmente agredidas por estes indivíduos que se acham no direito de exigir pagamento por sua extorsão.

Mas porque todos nós ficamos com a consciência culpada, afinal “eu ainda tenho carro enquanto o coitadinho nem emprego tem”, vamos aceitando e cedendo a esta coerção imoral.

Não se deve abandonar os excluídos à própria sorte, mas tolerar mesmo as pequenas infrações que se avolumam no dia-a-dia só nos torna incapazes de agir com o rigor e rapidez necessário quando infrações maiores são praticadas.

Basta de flanelinhas, basta de guardadores. Não dê esmolas.

Em vez disso lembre-se que você é um cidadão e, como tal, tem não apenas o direito mas o dever de exigir que as autoridades tomem providências para tornar as ruas seguras e oferecer assistência aos necessitados.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Trânsito caótico

Dentre os diversos problemas relacionados ao sistema viário da cidade de Cascavel/PR, um em especial chama a atenção pela sua abrangência.
Todos os motoristas sofrem com o fato de que existem poucos pontos de convergência no sentido norte-sul na região central.
Isso provoca um acúmulo de veículos nestas poucas ruas de livre cruzamento e que são:

No sentido Norte-Sul:
· Travessa Cristo Rei
· Rua Sete de setembro
· Rua Marechal Cândido Rondon

No sentido Sul-Norte:
· Rua Antonio Alves Massaneiro
· Rua Marechal Cândido Rondon

A pior delas é sem dúvida a rua Marechal Cândido Rondon que é a única agravada pelo fato de ter mão dupla.
Ao longo da extensão de todo o calçadão todas as ruas transversais são de mão única.
Minha sugestão é estender esta configuração até a Rua Marechal Cândido Rondon tornando esta e a Rua Visconde de Guarapuava ruas de mão única, com fluxo alternando às demais ruas.
A Rua Visconde de Guarapuava passaria a ter mão única no sentido Norte-Sul (da Av. Paraná –> R. Rio Grande do Sul).
A Rua Marechal Cândido Rondon passaria a ter mão única no sentido Sul-Norte (Rua Rio Grande do Sul –> Av. Paraná).
Se esta configuração fosse adotada teríamos um melhor fluxo de veículos na Rua Marechal, principalmente nos horários de maior pico.
Também desafogaríamos o fluxo na Rua 7 de Setembro que é utilizada por muitos motoristas que precisam locomover-se nesta região como rota de fuga do caos que é a Rua Marechal.
Para que uma solução completa fosse obtida seria recomendável ainda que na interseção da Avenida Brasil com a Rua Visconde de Guarapuava fosse removido o canteiro central que neste ponto é um estacionamento pouco utilizado, como pode se comprovar com uma inspeção do local.
Soluções como estas já foram adotadas em outras regiões da cidade.
Neste caso em particular além de contribuir com a melhoria do tráfego em toda a região central, haveria uma considerável melhoria no fluxo e organização do trânsito com conseqüências positivas para todos os usuários da Rua Marechal Cândido Rondon desde a Rua Santa Catarina até a Rua Presidente Kennedy.
Haveria também um melhor aproveitamento da Rua Visconde de Guarapuava que tem se prestado quase exclusivamente ao estacionamento de veículos de todos, inclusive de caminhões pesados como pode se aferir em seu trecho entre as ruas São Paulo e Rio Grande do Sul.
Esta sugestão já foi apresentada a administrações passadas, sem sucesso.
Agora que sabemos que ela chegou ao conhecimento das lideranças atuais, é esperar que nossas autoridades tomem providências.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Recomeça a tortura...

Começa o ano letivo e a tortura do trânsito em nossa cidade de Cascavel/PR se torna uma constante.
Também no final da tarde, mas principalmente no horário de almoço transitar por algumas ruas da cidade exige uma dose cavalar de paciência.
O número de carros que trafegam nestes momentos cresce absurdamente. Principalmente próximo às unidades de ensino onde pais disputam espaço com vans apressadas em meio a uma enxurrada de crianças que invadem as ruas sem muita preocupação com sua própria segurança.
O caos enfim...
Os primeiros resultados são motoristas estressados, insegurança no trânsito, acidentes.
Muito poderia ser feito para minimizar estes problemas, mas parece que ninguém têm o mínimo interesse em resolver estes problemas.
A começar pela educação, dos pedestres e motoristas. Os primeiros deveriam ser maciçamente sufocados pela informação de que devem sempre fazer uso das faixas de pedestre. Os últimos, a respeitar as leis de trânsito.
Com as vans que fazem o transporte escolar a conversa deveria ser muito diferente.
No afã de atender um grande número de usuários e assim viabilizar seu negócio, estes profissionais estão desrespeitando normas mínimas de segurança e a própria idoneidade de seus clientes.
É comum ver vans que buzinam diante das escolas para atrair a atenção de alunos. Que não têm um atentende para acompanhar a criança com segurança até o veículo. Alguns até obrigam os alunos a atravessar a rua fora da faixa em meio às filas duplas que alimentam o caos nestes momentos.
Fiscalizar e multar sim, mas de nada vai resolver enquanto pais, professores e autoridades não buscarem juntos soluções que possam garantir o bem-estar e a segurança de todos.