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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Teatro dará lugar a estacionamento


O Teatro Barracão deve virar estacionamento?
Faz 15 anos que o teatro não recebe eventos. Alguém se perguntou a razão?
De teatro só sobrou o nome e um barracão.
Culpa de 15 anos de administrações públicas municipais sem nenhuma compreensão do significado da palavra cultura.
Cultura ?
Não, esta palavra não se inclui no dicionário de quem só tem olhos para as planilhas de custos sempre crescentes de um teatro, este sim, TEATRO em letras garrafais que nunca termina.
Cultura é como árvore, demora a crescer e dar frutos.
Não é programa de governo, é programa de Estado.
Mas elles não sabem o que isto significa.
Derrubem o teatro, façam outra academia ao ar-livre. Outro playground também é bom. Tudo isso já existe no entorno do lago, mas um pouco a mais não fará mal.
Então, quando as futuras gerações forem gestadas no ânimo das onipresentes músicas ensurdecedoras que exalam de carros turbinados, estarão com músculos fortalecidos e mentes atrofiadas o suficiente para suportar outra geração educada em bobódromos.
Vote para selar o fim do teatro barracão.
Ele nunca receberá investimentos.
Nenhum grupo conseguirá viabilizar uma apresentação ali.
Não espere que a prefeitura vai facilitar.
Vote pelo fim de todos os teatros.
Façamos um estacionamento do Gilberto Mayer.
Ninguém assiste nada lá também.
Vamos transformar o novo-velho-eterno-inacabado teatro em um shopping.
Só assim ele terá público também.
Cultura de Cascavel,
natimorta, descanse em paz.
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Criando Espaço prá Marvada

Estive lá na Cocavel batendo um papo sobre as delícias da Cachaça, nossa legítima aguardente nacional e aproveitei para divulgar nosso site sobre a bendita:  www.marvada.wordpress.com


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Eu também quero cutucar

De longe o melhor programa da televisão brasileira.
A Grande Família completa neste 04 de junho 300 programas no ar. São nove anos de sucesso.
Ninguém certamente esperava que a reedição de um clássico dos anos 70 pudesse durar tanto tempo.
Mas a empatia dos personagem blilhantemente interpretados por atores competentes e apoiados por boas estórias escritas por roteiristas talentosos só poderia seguir este curso.
Evidente que nem todos os episódios são primorosos, mas é média é muito superior a qualquer coisa que se vê nas telas de tv.
O humorístico tem graça sem ser chulo. Também aborda temas espinhosos, delicados, atuais sem descambar para a panfletagem ideológica ou pregação politicamente correta.
Enfim, se presta muito bem a ser um espelho sem falsidades da classe media brasileira. E com muito bom humor.
Os episódios mais hilários são os que tem Agostinho (Pedro Cardoso) como âncora.
Mas justiça seja feita, na galeria dos mais-mais certamente estarão episódios que tem o nome da escritora Adriana Falcão entre os roteiristas (leia entrevista aqui).
"Injustiça seja feita", como diz Paulão da Regulagem, o site oficial do programa (http://agrandefamilia.globo.com/) não faz nenhuma citação aos roteiristas!
Até quando vai durar ninguém sabe dizer, mas a continuar do jeito que está, tomara que venham mais 300!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Franquias, crescei e multiplicai-vos...

Em 1977 Star Wars se converteu num massivo sucesso de mídia e George Lucas foi saudado como o precursor de uma nova era para a indústria do entretenimento.

De fato, o talento criativo e a capacidade empreendedora de Lucas foram determinantes para definir o formato que doravante seria adotado para administrar as franquias de cinema e televisão.

Mas a idéia central de desenvolver um segmento completo de produtos culturais e mercadológicos em torno de uma idéia central bem sucedida teve início pelo menos uma década antes que Luke Skywalker e Darth Vader cruzassem seus sabres de luz.

Nos anos sessenta, “007” já apresentava muitas características que hoje evidenciam uma franquia bem sucedida, embora não tivesse, ainda, repercutido em outras mídias e produtos.

Tudo começou a mudar em 1968 com a super-produção “O Planeta do Macacos” que se tornou um grande sucesso de bilheteria e uma febre mundial.

Na esteira de seu sucesso, a 20th Century-Fox escalou o mesmo elenco de consagradas estrelas e aproveitou os caros e elaborados figurinos e cenários para encenar uma continuação do épico apocalíptico.

Os macacos se tornaram uma febre mundial e acabaram gerando três outros filmes de qualidade decrescente, uma curta série televisiva, séries de animação e quadrinhos, um vasto conjunto de produtos de consumo como jogos, brinquedos, cards, figurinhas e até outros programas inspirados pelo mesmo tema, como o humorístico brasileiro “O Planeta dos Homens” e o filme “Os Trapalhões no Planeta dos Macacos”.

Ou seja, em 1977, a experiência de produzir franquias já existia, mas faltava aprimorar a fórmula e explorá-la à exaustão. Foi o que George Lucas fez com maestria e talento sem precedentes.

“Star Wars” foi seguido por outros dois filmes de qualidade, sucesso e arrecadação retumbantes.

O sucesso da experiência foi rapidamente seguido pela indústria de cinema que passou a produzir seqüências de inúmeros filmes de sucesso, e de outros nem tanto.

Foi assim que franquias como “Aliens”, “Tubarão”, “Rocky”, “Rambo”, “O Poderoso Chefão”, “Jornada nas Estrelas”, “Indiana Jones”, “Superman”, “Batman”, “De Volta para o Futuro” e outras tantas foram construídas e desenvolvidas.

Nos Estados Unidos, as continuações foram batizadas de “SEQUEL” e passaram também a denominar as produções do cinema que migravam para a TV, como “Battlestar Galáctica” e “Stargate”.

Mais recentemente, as produções de grande potencial mercadológico já começaram a ser concebidas para produzir “Sequel’s”, como as franquias derivadas dos quadrinhos (“X-Men” e “Homem-Aranha”), da literatura (“Senhor dos Anéis” e “Harry Potter”) ou mesmo criações inéditas (“Piratas do Caribe”).

Quando sua franquia começou a apresentar evidentes sinais de esgotamento, George Lucas mais uma vez produziu nova revolução ao focar o desenvolvimento de novos produtos numa linha temporal anterior aos acontecimentos dos eventos originais.

O criador de “Star Wars” já experimentara este retorno ao passado quando produziu para a tela pequena uma série que mostrava a formação do jovem que se tornaria o grande arqueólogo “Indiana Jones”.

Essa tendência de criar histórias anteriores multiplicou-se no cinema e na TV e ganhou o nome de “PREQUEL”.

Pouco se falou, entretanto, que a convergência de “Sequel” para “Prequel” foi também primeiro explorada em “De volta ao Planeta dos Macacos”, terceiro filme do épico simiesco. Isso mesmo, novamente os macacos foram os primeiros a gerar um filme seqüência que abordava eventos numa linha temporal anterior à da obra original.

Esta combinação de fórmulas para o desenvolvimento de franquias continua sendo amplamente utilizada e não deve ser abandonada tão cedo.

“Hannibal – A Origem do Mal” recentemente foi explicar a construção da mente doentia de “Hannibal Lecter” de “O silêncio dos inocentes”.

“Jornada nas Estrelas” que já se notabilizara por vulgarizar viagens temporais, construiu toda uma série de televisão (“Enterprise”) para explicar (ou complicar?!) a construção de seu universo ficcional.

Recentemente, começou a surgir uma nova e curiosa tendência, que por falta de termo melhor tenho denominado de “Reload”.

Trata-se da retomada da idéia original de um universo ficcional, recondicionado para uma nova geração de expectadores e consumidores.

Tome-se recentes sucessos de cinema como “Batman Begins”, “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, “007 – Cassino Royale” e sua continuação (“Quantum of Solace”). São produções que não se detém ao pretérito dos eventos originais, chegando a recontruir o universo ficcional , alterar de eventos biográficos e abordar um novo viés psicológico dos personagens.

Alguns poderiam dizer que são apenas refilmagens, mas elas dão um passo além.

As refilmagens ou “Remakes”, se caracterizam por um roteiro reinterpretado por novos atores, com novas técnicas de fotografia, direção, etc.

No “Reload” os princípios essenciais são preservados, mas todo o resto está sujeito a transformações que aproximam o enredo do público atual.

A experiência mais bem sucedida até o momento foi a série “Battlestar Galáctica”, que na nova produção para a TV manteve tão somente a idéia central, mudando praticamente tudo, até o sexo de seus personagens.

Antes de prosseguir, é importante registrar que “O Planeta dos Macacos – a série” também já havia empregado esta fórmula ao recriar para a TV o universo dos símios com mudanças que permitissem a extensa exploração do tema com mais liberdade e menores custos de produção.

Recentemente foi anunciado um “Reload” da série “Jornada nas Estrelas”, mais precisamente do relacionamento entre “Kirk” e “Spock” que protagonizam a série clássica numa tentativa de recuperar o prestígio e o sucesso que a franquia já teve no passado e que tem sido abalado pelo desgaste da fórmula e pelo envelhecimento de seu público.

A idéia em si parece boa, apesar de nostálgicos relutarem em aceitar novos rostos para encarnar personagens caros às nossas memórias. Mesmo assim, é possível acreditar em bons resultados de empreendimentos do gênero.

Afinal, salta aos olhos a capacidade aparentemente inesgotável que a indústria do entretenimento tem, de recuperar e reciclar velhas fórmulas de sucesso para prosseguir explorando os temas de suas franquias.

Quando esta prática nos brinca com produtos de qualidade, todos saem ganhando.

No Brasil praticamente inexistentem experiências como estas.

A mais bem sucedida é sem dúvida “A Grande Família”, série televisiva dos anos setenta que sofreu um “remake” em 2001 mas que passou por transformações que poderiam caracteriza-la como um “reload”. O conceito de franquia começou a colar neste produto quando foi lançado em 2007 o filme com o mesmo tema.

Com muito esforço seria possível incluir o comercial-longa-metragem-televisivo “Carga Pesada”, mas seria pegar pesado demais.

No caminho inverso, migrando da tela grande para a pequena, o filme “Cidade de Deus” resultou na produção de duas temporadas da série “Cidade dos Homens”, embora neste caso o conceito mais adequado seja o de “spin-off”, termo que a crítica americana utiliza para designar séries ou produtos derivados do mesmo universo ficcional, mas não exatamente com os mesmos argumentos dramáticos.

Existem ainda alguns outros poucos exemplos (“Garota Dourada”, “Irma Vap – O Retorno” que migrou do teatro para o cinema), mas que não chegam a caracterizar franquias, sendo apenas obras com inspiração em outras.

SEquel, PREquel ou Reload, não importa. O que importa é aproveitar as lições do passado, investir em novos talentos e produzir boas idéias.

A fórmula tem funcionado. Cinemas lotados e produtos diversos garantem os lucros das grandes produtoras. Tudo isso como resultado do que os “macacos” começaram anos atrás. É como dizia o refrão de abertura do programa “Planeta dos Homens”: - “O macaco tá certo!”

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Conto CARLOTA Recebe Menção Honrosa


No dia de ontem compareci ao MAC - Museu de Arte de Cascavel para receber Menção Honrosa do 7º Concurso Literário Celso Formighieri Sperança pelo conto CARLOTA.
Na foto estou ladeado por ilustres jurados, Sra. Maria Lúcia Klenhans Pereira, Poeta, professora e membro da Academia Cascavelense de Letras e pelo Sr. Antonio de Jesus, Presidente da Academia Cascavelense de Letras.

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Carnaval é cultura?

No Rio de Janeiro onde o samba compõe a identidade cultura do povo, sim! Afinal ali, o samba não é um produto de consumo sazonal, mas um ingrediente do dia-a-dia.
Em Recife e Olinda o carnaval não se vive o ano inteiro, mas assim como na Bahia ele é uma festa que têm história e características próprias.
São Paulo é metrópole. Não apenas brasileira, mas cosmopolita como só as grandes cidades sabem ser, aceita tudo e todos. Natural que um fenômeno cultural de massa encontre eco em sua sociedade. Não muito diferente do que acontece com o Hip Hop, por exemplo.
Mas e no resto do país?
O que se têm de aceitável, quando muito, é uma festa de salão. Regada a música carnavalesca e temperada com muito narcisismo e erotismo, mas ainda assim uma festa.
Em algumas cidades promovem-se desfiles de uma escola só. Tentativas na maioria das vezes vergonhosas que nem nos mais tresloucados desvarios podem se comparar ao que (inevitavelmente) compõe a programação das televisões nestes dias. E o que se vê pela TV ainda consegue ser melhor do que aqui se faz ao vivo.
Que dizer então dos administradores municipais que se prestam a financiar de forma irresponsável desfiles de uma escola só, apenas para parecer culturalmente descoladas.
Pura hipocrisia política e irresponsabilidade administrativa.
Afora uma ou outra cidade cujo histórico justifica a ocorrência do carnaval, as demais não poderiam jamais se permitir utilizar dinheiro público para financiar badernas disfarçadas de festas populares.
Já vi secretário de cultura (grifemo-lo em minúsculo mesmo) gastar dinheiro público comprando fantasia de carnaval usada sob o argumento de fomentar o desenvolvimento de uma cultura carnavalesca.
De onde vem uma idéia dessas?
Na cultura, o dinheiro público tem melhor emprego em outras ações. Preferencialmente vinculadas às riquezas culturas que se manifestam atemporalmente em todo o seio da sociedade.
Quando muito oferecer apoio logístico para a realização de eventos públicos, por que o são.
Em cidades sem tradição cultural carnavalesca, ele se torna evento folclórico e nada mais.
Então, vamos deixar que estas cidades sejam realmente refúgios para os que saem de cidades carnavalescas para buscar descanso longe de casa.
Se eles desejam fugir do verdadeiro carnaval que é celebrado com competência e qualidade em cidades como Rio, Recife e Salvador que não sejam punidos em encontrar aqui caricaturas mal e porcamente produzidas.
E nos deixem em paz também.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

O ovo e a galinha

Freqüentemente perdemos tempo com discussões que nos parecem revestidas de singular importância e que na mais das vezes são totalmente insignificantes.

Em outras, ignoramos as evidências por considerar a pergunta impertinente.

Um exemplo simples é a velha e surrada pergunta: “- O que veio primeiro: o ovo ou a galinha?”

Pois bem, ao contrário do que possa parecer, essa não é uma pergunta cuja resposta seja impertinente e inadequada como o senso comum costuma julgar. A resposta comum de que “tanto faz” ou ainda de que “isso ninguém nunca vai saber” demonstram apenas que mais do que respostas, falta aos homens a capacidade de fazer as perguntas certas.

É por isso que muitas vezes ficamos insatisfeitos com as respostas que encontramos. Não fomos capazes de fazer a pergunta certa.

Usando a questão galinácea para exemplificar, fica claro que o que temos é uma pergunta mal formulada.

Esta questão de relevante significado científico já foi a muito respondida.

Antes que algum animal de nossa vasta fauna viesse a se constituir dos elementos morfológicos que o distinguiriam naquilo que viemos a chamar de “galinha” já haviam muitos outros animais ovíparos na natureza. Os dinossauros se reproduziam através de ovos e os répteis o fazem ainda. E como naquele período da história não haviam galinhas, os ovos, como produto da natureza vieram a lume antes que a galinha o fizesse.

Se no entanto, tivéssemos perguntado: “- O que veio primeiro: o ovo de galinha ou a galinha?”, então teríamos uma resposta totalmente diferente pois para que um ovo pudesse ser chamado de “ovo de galinha” seria preciso que este animal já existisse na natureza e portanto, a galinha teria surgido primeiro.

Mas o propósito de discutir esse assunto, com o perdão do trocadilho, “penoso”; é nos fazer questionar sobre a necessidade de romper com o paradigma que nos faz insistir em pensar que algumas perguntas não devem ser feitas ou não merecem respostas.

Se tivermos em mente que perguntas claras e precisas sempre terão respostas objetivas, podemos argumentar que assim também os problemas podem ser distinguidos e resolvidos.

E isso vale para tudo na vida. Seja na hora de escolher os ingredientes para o jantar, o destino das férias, onde investir o orçamento do governo, como dirimir conflitos políticos supra-nacionais.

Porque têm gente passando fome quando tanto alimento é jogado fora?
Porque os preços dos carros sobem quando o dólar cai e sobem mais ainda quando o dólar dispara?
Porque políticos não vão para a cadeia?

Pensando bem, não nos faltam respostas, as perguntas é que estão erradas.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Sonhos do amanhã ...

Me lembro de uma ilustração que vi numa revista quando ainda era uma criança: Uma futurística base de lançamento de foguetes com sua torre iluminada por potentes holofotes. Uma bruma derramando-se pelo chão anunciando o breve lançamento. Devidamente acoplada, ostentando sua majestosa imponência um moderno ... "liquidificador".

Porque ficou em minha mente esta imagem e não outra nunca vou saber, mas é nela que penso quando tento encontrar o momento em que a atração pelos mistérios escondidos nas estrelas e a aventura da colonização espacial começou a se fazer presente em minha vida.

Pelos olhos de uma criança era uma aventura que representava os mais elevados ideais da humanidade.

Uma “última” oportunidade de viver a experiência de desbravar um novo mundo.

Ainda me entristece o fato de que não poderei passear pelos vales marcianos, nem mesmo orbitar os anéis de Saturno.

Maravilhar-se ante a grandeza do Universo e a fragilidade humana me faz entender que o homem não pode representar o ápice da criação e que existem coisas capazes de causar um deslumbramento impossível de descrever.

Me resta sonhar, através da ficção e das artes, pela materialização daquele sonho cheio de esperança.

Creio que estes nossos sonhos materializados em papel e celulóide (agora digitais) são como um pequeno farol iluminando a noite tempestuosa.

Quando outra civilização nos encontrar, mesmo que nosso tempo já tenha passado, eles saberão que não estiveram sozinhos.

E através destas pétalas de nossos tolos devaneios saberão um pouco sobre quem fomos, o que fizemos, e do sonho que tivemos de encontrá-los para um chope, virando à esquerda depois da estrela mais brilhante.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Adeus G'Kar...

Andreas Katsulas como G'Kar
Com pesar soube agora que Andreas Katsulas, ator que encarnou papéis inesquecíveis no cinema e na TV faleceu no último dia 13 após uma longa luta contra o câncer.
Aos 59 anos deixou uma carreira pontuada de personagens complexos e enigmáticos. Mas nenhum talvez tão fascinante quanto o embaixador Narn G'Kar da série Babylon5.
Descanse na Luz...
Fica uma poema escrito de sopetão em sua memória.

---oooOooo---

Sua presença ainda em minha mente,
os passos ecoando distantes;
percebo que você se faz ausente
e as pegadas ainda tão quentes...

E porque nos mostrou o caminho
segue em frente bom amigo
como a preparar o ninho
que a todos servirá de abrigo.

Você fez o que podia
deixou um presente
que nos mudou para sempre.

Fique em paz
agora é comigo,
o resto eu consigo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Conspiração em curso...

Para quem, como eu, acredita que existem forças que transcendem nossa compreensão, posso afirmar que estou diante de uma grande conspiração em curso.
E porque chego a esta conclusão?
Conspirações são coisas que não são anunciadas, nem propagandeadas. Nem se percebem pelos grandes eventos. São na grande maioria das vezes percebidas sutilmente nos eventos subliminares que perspassam nosso cotidiano.
E nós, pessoas insignificantes na ordem maior das coisas, só as percebemos de modo transversal, quase acidental. E nunca, ou quase nunca compreendemos suas causas e motivações.
Mas a grande força que ordena o universo às vezes nos dá estas pistas e quando elas são tão fortes como agora não dá para ignorar.
Ontem, uma grande amiga me procurou com um DVD que segundo ela funcionava num aparelho e noutro não. Constatamos que era só problema de compatibilidade entre os equipamentos. O interessante é o que o filme em questão era ”O MAIS LONGO DOS DIAS”, épico em preto e branco com 178 minutos de duração e elenco estelar que aborda de maneira grandiloquente os eventos que antecederam e culminaram com a invasão aliada da Normandia em 6 de junho de 1944, evento que marcou o início da derrocada Nazista na segunda guerra mundial.
Até aí nada de mais, também gosto de filmes épicos e os clássicos dos anos 50 e 60 são os melhores.
Mas não deixa de ser curioso que também ontem à noite o canal a cabo HBO tenha exibido o filme “Ike: Countdown to D-Day”, que a partir da narrativa do Gen. Dwight D. Eisenhower descreve os eventos que ocorreram nos 90 dias que antecederam aquele dia fatídico.
Hoje, abro a revista Veja e leio a sinopse do segundo volume das memórias de Winston Churchill sobre suas experiências como Primeiro Ministro da Inglaterra durante a 2a Grande Guerra.
Coincidências tão absurdas e inconseqüentes podem ter alguma relevância?
Pode ser que não, mas tantas referências ocorrendo simultaneamente me levaram a refletir...
Hoje faltam 112 dias para o dia 6 de junho. Quantas pessoas em 14 de fevereiro de 1944 poderiam imaginar os eventos que estavam em curso e o que eles ocasionariam não apenas para a guerra em curso, mas para todo o futuro da humanidade? Como seria o mundo atual se a invasão não tivesse sido bem sucedida? E se a Alemanha Nazista não tivesse sido derrotada?
Abrimos o jornal, ligamos a TV e somos bombardeados com informações sobre uma Grande Guerra que está sendo gestada. Uma guerra que poderá ser a última e selar definitivamente o nosso futuro.
Uma guerra entre o Ocidente e o Oriente, ou seria entre a intolerância e a arrogância.
Não sei. Mas sei que devemos ficar atentos e emitirmos os nossos melhores pensamentos em prol de todos aqueles que hoje têm em suas mão o poder de evitar que eventos nefastos continuem a ocorrer e contribuir para um futuro incerto e doloroso para as gerações futuras.
Afinal podem faltar apenas 90 dias... ou menos...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Campanha contra o horário de inverno !!!

Adoro horário de verão, chegar em casa à tardinha ainda com o sol brilhando alto é delicioso.
O dia fica mais produtivo, parece até que temos um dia inteirinho, todo dia para nós.
Mas como todos gostam de falar quanto são convidados a palpitar na TV:
- Detesto ter que ficar mudando de hora toda vez que começa ou termina o horário de verão.
Mas, afinal, tenho que conciliar as coisas boas e ruins, não é?

Então estou lançando uma nova bandeira:
Abaixo o horário de inverno! (pelo menos aqui no sul do Brasil).
Vamos manter o horário de verão para sempre.
Chega de ficar adiantando e atrasando os relógios (são tantos que uma semana depois ainda têm relógio com horário errado).
Vamos adotar de vez um novo fuso horário e ficar com os relógios adiantados mesmo no inverno. Vamos adotar em Brasília o horário de Cuiabá.
Além das vantagens óbvias de economia no verão, poderemos chegar em casa antes da escuridão completa que chega mais cedo no inverno. É claro que sairemos na completa escuridão de nossas casas de manhã, mas neste horário os trombadinhas ainda não começaram a trabalhar e no fim da tarde teremos os últimos raios do sol trabalhando a nosso favor.
Alguns vão dizer que não vale a pena, que é muito chato acordar no escuro durante o inverno, mas vai estar escuro de qualquer maneira. E ainda é melhor do que ficar descobrindo se temos de adiantar ou atrasar o relógio.
Pense nos chopinhos gelados, nas tardes preguiçosas, nos passeios que você pode fazer não só quando o horário de verão começa a vigorar, mas desde que o frio diminuiu e o sol começou a alongar os dias já no meio da primavera.
Vale a pena, nem que seja para não sentir sono toda vez que reajustamos nossos relógios.
A única coisa que você perde é o prazer de dormir uma horinha a mais naquele domingo indefinido no tempo futuro em que você vai atrasar seu relógio em um hora.
Ou será adiantar?!?! Afinal, será que adianta?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Fica um vazio...

O jornalista Tales Alvarenga (1944-2006)deixa um vazio na Revista Veja. Não é pouca coisa. Apenas dois anos depois de começar a escrever sua coluna naquela revista já nos havíamos acostumado com suas observações argutas e ponderadas.
Ancorada entre as páginas de política, economia e matérias internacionais, sua coluna abordava com seriedade e propriedade temas variados como política e religião sempre com ética e responsabilidade.
Ao deixar o palco da vida fica um vazio sob a luz dos holofotes.
Na tentativa de preencher este vazio a editoria da revista rapidamente colocou a coluna de Diogo Mainardi no lugar antes ocupado por Tales.
Melhor seria deixar a página em branco, vazia. Como o vazio que fica no coração dos leitores desamparados.
Ninguém é insubstituível, mas ficamos igualmente cegos quando repentinamente saímos da luz para as trevas, ou o contrário.
Colocar Mainardi naquele espaço tira dele o que ele têm de melhor e não acrescenta nada a ninguém.
Mainardi é um bufão, um escritor que faz da ironia o seu ganha-pão.
Tales era quase filosófico quando tratava de assuntos polêmicos como aborto e eutanásia e saia enaltecido como defensor da vida e da dignidade, de todos.
Em sua "estréia" no novo espaço Mainardi deixou de ser o astuto e contumaz colunista que provoca idênticas manifestações de amor e ódio para ser apenas um burocrata das letras.
Por favor, devolvam a coluna de Diogo Mairnardi para a seção cultural da revista. Lá ele poderá continuar a usar sua ironia para despertar corações e mentes.
Já perdemos Tales não permitam que percamos o Mainardi também...