terça-feira, 15 de julho de 2008

Lista negra do Buscapé


Quem compra produtos pela internet sempre corre o risco de ser enganado. Demora na entrega, produtos que não correspondem à oferta, calote puro e simples.
A lista negra do Buscapé ajuda a evitar o mico nas suas compras online.
Pode até não eliminar dores de cabeça, mas pode evitar prejuízos.
É um passo importante que pode ajudar a moralizar o comércio na rede.
Imagine que se uma loja inescrupulosa for boicotada, ela se ajustará ou acabará fechando as portas.
Mas, se reabrir as portas com outro nome aí então já é caso para a polícia e para a justiça.

Da próxima vez, antes de comprar consulte:
http://www.buscape.com.br/nao_recomendadas.asp

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Olympia

Praça Itália
Cascavel - PR

"Talvez este mundo seja o inferno de outros planetas."
Aldous Huxley

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Saindo bem na foto

Causou comoção a história de Ubirajara Gomes da Silva, morador de rua do Recife que aos 27 anos foi convocado para trabalhar no Banco do Brasil. (leia a matéria na íntegra)

Aprovado na 136ª posição ele assumirá o cargo de escriturário com salário inicial de R$ 942,90.

Uma conquista que merece os nossos mais efusivos aplausos.

Histórias como estas dão ao concurso público o caráter de universalidade que garante igualdade de condições a todos os cidadãos e o direito ao seu progresso em todas as frentes.

Justamente por isso, ele foi alçado à condição de panacéia para os males que assolavam o ingresso no serviço público e como instrumento contra a ineficiência do estado.

Definitivamente ele não é.

Sua proliferação indiscriminada gerou a indústria do concurso público que se retro-alimenta de candidatos em busca por cargos públicos numa espiral de cargos mais nobres e salários maiores.

Um concurso público é como uma fotografia. Reunimos aquele enorme grupo de pessoas heterogêneas, pedimos que se espremam para caber na foto. Nos afastamos e "click".

O que o retrato revela são pessoas vistas à distância, despidas de sua essência humana. Estáticas. Algumas de olhos fechados, boca aberta, cara assustada. Outros, bem treinados, exibem sorrisos plásticos e inexpressivos. Todos, sem exceção, caricaturas de si mesmos.

Tanto quanto uma fotografia, por melhor que seja, não retrata a essência de uma pessoa, um concurso não tem também este condão.

Talvez por isso os "reality shows" façam tanto sucesso atualmente enquanto programas que cobrem concursos de beleza, por exemplo, estejam em decadência. Os primeiros acompanham a "trajetória" do candidato, suas máscaras caem, suas artimanhas aparecem e o público consegue escolher o melhor, ou no caso de tais programas, o "menos pior". Concursos de beleza são tão superficiais quanto a maquiagem de suas candidatas. Não permitem auscultar o íntimo dos participantes, expor sua moral, conhecer suas idéias, identificar suas potencialidades.

O concurso, como de resto qualquer outro teste, possui uma eficiência muito limitada na avaliação das características gerais do candidato. Decorre daí que ele deve ser apenas um dos instrumentos utilizados no processo de seleção do candidato.

Outros são os testes psicotécnicos, de provas e títulos, currículo, avaliação psiquiátrica e tantos mais quantos forem necessários para conferir à escolha o melhor caráter seletivo.

O processo seletivo das organizações públicas ignora a necessidade de avaliar no tempo o desempenho e a qualificação do candidato.

É preciso abandonar a fotografia e adotar o cinema. Ou seja, é preciso adotar no âmbito do serviço público o verdadeiro conceito de carreira funcional em lugar da multiplicidade de cargos estanques.

Carreiras pressupõem que o servidor ao longo de sua jornada de progresso funcional adquira conhecimento, experiência, aprimore talentos, desenvolva qualidades e responsabilidades, através de um processo de formação continuada aliada a processos de avaliação contínua.

Carreiras garantem que este progresso de qualificação habilite o servidor a ocupar cargos de maior responsabilidade, o desempenho de atividades mais complexas, que exigem melhores qualidades técnicas e profissionais, numa equação diretamente proporcional à remuneração e comprometimento ético com a instituição.

É injusto exigir que o servidor público já aprovado em concurso público tenha que se submeter a novo concurso para auferir progressos em sua carreira funcional, desprezando os anos de serviço prestado no âmbito de sua organização.

Equivocadamente, muitas organizações sindicais e associações de servidores combatem esta idéia. Temem que a adoção de carreiras represente um retrocesso ao "barnabelismo". Argumentam também que o instituto da avaliação de desempenho seria facilmente empregado como instrumento de opressão e perseguição funcional.

A própria administração pública aventa o risco de que o funcionalismo público se torne lento e ineficiente.

Todos estes argumentos decorrem das práticas e comportamentos comuns à administração e ao funcionalismo pública do milênio passado. São argumentos eivados de profissionalismo e responsabilidade administrativa.

Modernamente, a administração busca maior eficiência e autonomia ao mesmo passo em que o servidor busca competitividade e valorização. Não são falácias acadêmicas, mas decorrências de uma sociedade alicerçada na diversidade de oportunidades, produtos e informações.

A velocidade com que os fatos se sucedem é diretamente proporcional à volatidade dos valores de instituições, práticas e técnicas administrativas.

Inseridas nesta era do conhecimento e da informação, as pessoas estão acostumadas e até ansiosas por formação e avaliação constante. Sentem que isto as torna mais fortes e adaptadas a um mundo de constantes transformações.

Até que se encontre uma forma ainda mais eficiente para o ingresso no serviço público, é justo que se utilize o instrumento do concurso público.

Mas restringir a apenas este instrumento o preenchimento das vagas de maior responsabilidade é, no mínimo, temerário.

Opor-se é perpetuar as condições para que organizações e pessoas concebidas e preparadas especificamente para "sair bem na foto" ocupem cargos e funções que podem comprometer a integridade do Estado.

É valorizar pessoas sem interesse no seu próprio aperfeiçoamento e na construção de um estado forte. Pessoas que usam, mas não servem ao Estado.

É desvalorizar servidores que dedicam seus melhores esforços para a construção de um Estado forte e de um funcionalismo eficiente servindo aos mais nobres interesses da Nação.

sábado, 21 de junho de 2008

Quantos mais?


O espetacular acidente ocorrido na manhã de ontem (dia 21 de junho) na esquina da Av. Brasil com a Rua Marechal Cândido Rondon, é apenas mais um capítulo da novela que é o descaso da administração pública com o trânsito de nossa cidade.
É o tipo de acidente que confirma aquilo que este articulista defende a mais de cinco anos, a transformação das ruas Marechal Cândido Rondon e Rua Visconde de Guarapuava em vias de mão única.
Poucos milhares de reais são necessários para realizar estas mudanças, e que seriam gastos principalmente em divulgação, sinalização e orientação do trânsito.
Bem menos do que o necessário para a reforma e iluminação de praças.
Já existe um projeto de renovação viário na prefeitura. Estas mudanças já foram até mesmo anunciadas. O que ninguém consegue entender é como ainda não deixaram o campo das idéias e passaram para o campo da ação.
Justificar a necessidade destas mudanças é fácil. Quem já passou pela Cândido Rondon nos horário de rush sabe como é tenso e demorado cruzar as ruas Paraná, Brasil e Rio Grande do Sul.
Várias páginas podem ser escritas para justificá-las. Difícil é justificar quanto ainda nossa população terá que pagar em danos materiais e morais até que nossos administradores públicos tomem alguma atitude concreta.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Orkut Genealógico


Mais comuns entre europeus e asiáticos, o culto às tradições e aos antepassados é o gancho pelo qual o MyHeritage pretende fisgar novos usuários.
Misto de site de relacionamento e banco de dados genealógico, o portal Israelense foi fundado por um grupo de pessoas apaixonadas pelo tema e está baseado na cidade de Bnei Atarot, nas proximidades de Tel Aviv.
No site é possível construir uma rede familiar no formato de árvore genealógica e também pesquisar por ancestrais ou correspondentes familiares.
Ele conta com as ferramentas mais comuns à maioria dos portais do gênero, como o cadastro de perfis, acesso e-mail, arquivo de fotos, mensagens e outras coisas do gênero. Também oferece um programa espacializado em cadastro de árvores genealógicas que pode integrar-se com o banco de dados on-line.
Apesar de já ter conquistado mais de 23 milhões de usuário, é difícil pegar por aqui onde a miscigenação e a profusão de relacionamentos informais dificulta o registro e a pesquisa genealógica. Mas pode ser curioso para descobrir se como nossos ilustres presidentes, você também tem um pé na senzala ou, muito mais difícil, na casa grande.

http://www.myheritage.com.br

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Mulher Ideal


Da terra do sol nascente, onde as jovens do sexo feminino já não tem o casamento nos seus planos e o número de jovens do sexo masculino irremediavelmente solteiros cresce a olhos vistos. Nesse mundo em que os pais saem às ruas à cata de esposas para aliviar a solidão dos filhos (na China sequestram meninas para casar os filhos), a tecnologia apresenta a primeira geração da solução dos corações masculinos solitários.
Desenvolvido pela SEGA, o robô E.M.A. é uma lady pequena e amigável que promete encantar os homens.
Tudo bem que não é nenhuma "gisele", mas é um começo.
O próximo passo certamente será a cobertura desta estrutura tecnológica pelos revestimentos eróticos que a indústria americana do sexo produz com tanto esmero.
Por mais que a tecnologia se desenvolva, ainda estaremos bem longe da fictícia Cherry 2000. Personagem título do filme trash de 1987 que virou cult.
E assim como no filme, o mais provável é que acabemos ficando mesmo com as mulheres de carne e osso.
Pelo menos pelos próximos 200 anos.

terça-feira, 17 de junho de 2008

IGUALDADE


Eu não sou racista!
Mas quando criam mecanismos para me desqualificar pela cor de minha pele ou do meu cabelo,
estão pedindo para que eu seja racista.

Eu não sou injusto!
Mas quando querem que o mais qualificado seja prejudicado para que os crimes do passado sejam esquecidos,
estão querendo que eu seja injusto!

Eu não sou aproveitador!
Mas quando criam regras que restringem as oportunidades de trabalho ou estudo que eu possa ter,
estão pedindo para que eu seja um aproveitador.

Eu não sou xenófobo!
Mas quando limitam minha liberdade simplesmente porque venho deste ou daquele lugar,
estão pedindo para que eu seja xenófobo.

Eu não discrimino!
Mas quando sou discriminado por seguir qualquer orientação político-doutrinária, estão pedindo para que discrimine.

Eu não sou fundamentalista!
Mas quando me agridem porque ouso questionar idéias dominantes baseadas apenas na tradição,
estão pedindo que eu seja fundamentalista.

Eu não sou discriminador!
Mas quando me agridem porque tenho qualquer pensamento ou conduta diferente,
estão pedindo que eu discrimine.

Eu não sou violento!
Mas quando invadem lugares que considero sagrados e destroem objetos que me são valiosos apenas porque são diferentes,
estão pedindo que eu seja violento.

Eu não tenho preconceito!
Mas quando tentam me inferiorizar ou excluir por qualquer motivo que me faz exclusivo,
estão pedindo que eu tenha preconceito.

Eu não sou mesquinho!
Mas quando querem menosprezar o investimento que faço por uma educação de qualidade diferenciada,
estão pedindo para que eu seja mesquinho.

Eu sou Brasileiro!
Tenho no sangue a mineirice mestiça combinada à latinidade européia.
Encaro o amanhã com esperança e otimismo
e caminho para ele com minhas próprias pernas.

Não sou melhor que ninguém,
mas não aceito rótulos,
nem que me digam o que posso ou não conquistar.

Recuso chancelas para as minhas lutas,
pois não aceitarei que questionem a validade de minhas vitórias.

Mas exijo igualdade!
Quero condições iguais para todos,
direitos e oportunidades verdadeiras.

Então não menosprezem o que luto para conquistar,
não me roubem nem relevem o que empenho aos meus filhos.
Pois fazê-lo é me negar o respeito que presto a todos.
É ferir minha honra e me chamar para lutar.

E quando as dores da jornada me fazem fraquejar,
não peço que me carreguem,
apenas que me ajudem a levantar.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Funciona assim...

Vai transar?
O governo dá camisinha.

Já transou?
O governo dá a pílula do dia seguinte.

Engravidou?
O governo dá o salário - maternidade e ainda 180 dias sem fazer nada.

O filho cresceu?
O governo dá a Bolsa Família.

Tá desempregado?
O governo dá Bolsa Desemprego.

Vai prestar vestibular?
O governo dá a Bolsa Cota.

Não tem terra?
O governo dá o "Bolsa Invasão".

Agora, experimente trabalhar pra ver o que é que te acontece!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

um olhar oblíquo


Às vezes o fotógrafo parece enxergar algo diferente do que as demais pessoas vêem.

Existem algumas fotos que parecem transcender o plano material em que seus personagens e cenários estavam originalmente inseridos.

Por que isso acontece?

Talvez seja uma ligação imaterial com um outro plano existencial.

Talvez seja um apurado senso estético associado a uma profunda carga de conhecimento técnico.

Talvez seja simplesmente poesia.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Viagem de moto pela cultura dos anos 60

ALBATROZ
O ENCONTRO DAS TRIBOS NA CALIFÓRNIA DOS ANOS 60
Um road book de Joel Macedo





Na turbulência da guerra do Vietnã, parte da juventude norte-americana se rebela e funda o movimento hippie. “Albatroz” conta a história de um destes jovens que deixa sua cidade natal no Arizona e parte de motocicleta para a Califórnia em busca de liberdade e aventuras. Lá, encontra prazer, drogas, rock and roll e o sexo livre, até descobrir com os próprios olhos, após um show dos Rolling Stones onde pessoas foram mortas, que aquela magia estava se deteriorando. A crise vivida pelo personagem é a crise dos jovens americanos no apagar das luzes da década de 60 quando muitos tiveram que escolher entre a vida e a morte.
Este romance em ritmo de literatura de estrada, conta em detalhes a epopéia dos hippies e revela como alguns conseguiram escapar mantendo a lucidez.

Lançamento do livro
Dia 06 de Junho de 2008 (Sexta-feira) .
Horário: a partir das 19h
Local: Livraria Cultura –
Av. Paulista 2073 / Conjunto Nacional (Piso Térreo) – Tel. (11) 3170-4033

Compre aqui:
http://www.livrariacultura.com.br

Sobre o autor:
Joel Macedo é jornalista e escritor. Participou do movimento de imprensa alternativa dos anos 70 no Rio de Janeiro. Atravessou os Estados Unidos por terra em duas ocasiões e viajou pela Europa, Norte da África, Ásia Central, Índia e Nepal como correspondente da histórica edição brasileira do Jornal Rolling Stone.
Em 1972, publicou 'Tatuagem - histórias de uma geração na estrada', que se tornou um cult da literatura underground.
Neste livro, Joel Macedo visita os festivais de rock e o movimento hippie da Califórnia para resgatar uma trilha que parecia definitivamente perdida.

Contatos com o autor:
Tel: 21 - 3344-3565
joel.macedo@yahoo.com.br

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Firefox Download Day 2008

Download Day - Portuguese
Para quem já é usuário do Firefox a idéia é simplesmente aproveitar para que o recorde ajude a dar mais visibilidade à nova versão.
Para quem não é, mas já está cansado do Explorer e da onipresença da Microsoft eis aí uma oportunidade para mandar um recado para o grande irmão de que não aceitamos mais a presença hegemonica de nenhuma potência digital.
Clicando aqui você pode se inscreve para receber um aviso de quando baixar a nova versão.
Faça sua parte, no Dia-D ajude o Firefox a conquistar esta praia.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Até quando esperar...


O triste acidente ocorrido em Foz do Iguaçu com o Analista-Tributário Celso Martines, o proprietário de uma transportadora e um carregador paraguaio, sucinta uma triste discussão.

Se aplicadas as regras de segurança propostas pelo Inmetro na internação de mercadorias no mercado nacional, produtos com a duvidosa qualidade dos isqueiros explosivos jamais seriam comercializados em território nacional.

Entretanto, aportam em nosso país, circulam livremente em nossas estradas e deixam nossa aduana para novamente retornar pelas vias nebulosas do descaminho e do contrabando. E nesse curso vão pontuando seu rastro de pequenas e grandes tragédias como esta que ganhou as manchetes dos jornais.

Se fossem apenas isqueiros...

Crianças, na maioria desafortunadas e sem acesso a produtos de melhor qualidade, colocam em risco sua saúde e até suas vidas por momentos de alegria infantil manipulando brinquedos confeccionados com materiais contaminados e peças de qualidade duvidosa e segurança abaixo do tolerável.

Este acidente deixa patente que é necessário que nosso governo tome atitudes que impeçam que nosso território, nossos servidores públicos e nossos cidadãos sejam expostos aos riscos representados por produtos que visam tão somente saciar a sanha ensandecida por lucros de pessoas imorais que fabricam e comercializam estes produtos.

Muitos destes, se não podem ser enquadrados como produtos piratas, certamente poderiam ser reprovados por desrespeito a condições mínimas de segurança.

A adoção de políticas restritivas à baixa qualidade e segurança para a internação, mesmo que para translado, contribuiria sobremaneira para a redução dos riscos à segurança de nossa população e o aumento da qualidade dos produtos que cedo ou tarde abastecerão as barraquinhas que infestam as ruas de nossas cidades e abastecem nossa população mais desassistida.

Esta tragédia, como tantas, vem sendo anunciada por pequenos incidentes que, analisados sob a perspectiva histórica nos permite imaginar que ela poderia ser evitada.

Até quando esperar que problemas conhecidos sejam tratados antes que se convertam em tragédias?

Até quando esperar que transtornos sejam removidos antes que provoquem traumas?

Até quando esperar?

Suprema presunção imaginar que podemos evitar todos os acidentes, que podemos superar sem traumas todos os incidentes, mas forçoso nos é questionar: - O que está sendo feito para evitá-los.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Ih, Taí. BUH!


Então o Brasil construi Itaipu.
Pagou o material, a mão de obra e os juros internacionais.
Treinou mão-de-obra para operar, empregou Brasileiros e Paraguaios.
Deu metade da usina e da energia produzida para o país vizinho.
E ainda compra todo o excedende de energia não produzida gerando divisar para "los hermanos".

E eles acham que não é justo?

Milhares de Brasileiros:
COMPRAM terras paraguaias,
PLANTAM em terras paraguaias,
CONTRATAM mão-de-obra paraguaia,
PRODUZEM em terras ociosas paraguaias,
GERAM divisas para a nação paraguaia,

E eles acham que não é justo?

Agora o Brasil vai construir outra ponte em Foz do Iguaçu ligando o Brasil ao Paraguai.
Vai pagar tudo para facilitar o transporte de mercadoria Chinesa que chega no porto de Paranaguá, atravessa o Paraná e desemboca no Paraguai onde milhões de sacoleiros vão se abastecer e deixar o dinheiro brasileiro na mão dos exploradores do povo paraguaio.

E o que eles vão fazer? Cobrar pedágio?

Não precisa explicar, eu só queria entender!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A loira e os mosquitos!

Uma "loira" chegou no hotel em Manaus, e como estava muito quente, abriu a janela.
Só que começaram a entrar vários pernilongos.
Então, ela ligou para a recepção e reclamou.
- Boa tarde, estou com muito calor e com a janela aberta vários mosquitos entraram em meu quarto e me incomodam.
- Se a Senhora desligar as luzes de seu quarto, eles irão embora.

Ela fez o que ele disse e realmente estes se foram.

Depois de um tempinho, começaram a entrar vários vaga-lumes, e então ela tornou a ligar para a recepção reclamando.
E o atendente:
- Mas o que foi agora?
Ela respondeu:
- Não adiantou, os mosquitos voltaram com lanterna.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Chaves não COLA


O caudilho Hugo Chaves, numa atitude no mínimo ambígua ajudou a Fábrica de Xarope da Coca-Cola em Manaus a não paralisar sua produção diante de uma greve de motoristas venezuelanos.

Vai ver que o pequeno-grande opressor do povo venezuelano misturou COCA com a cor vermelha da marca norte-americana.

É bom não esquecer também: caminhões rodando gastam petróleo. E petróleo é dinheiro no caixa do bufão.

domingo, 11 de maio de 2008

Bravo Barrichello! Bravo!


Quem realmente gosta e acompanha a Fórmula 1 sabe a importância de Rubens Barrichello para o esporte.

Não apenas o recorde de participação em 257 GP's que agora se completa, mas todos os momentos protagonizados pelo piloto ao longo destes 16 anos na categoria máxima do automobilistmo.

Rubinho é um grande piloto. Mas também é um injustiçado.

Contemporâneo de Senna, recebeu da mídia e dos fãs a responsabilidade de continuar a obra deste mito. O que, obviamente, era demais para qualquer um.

As nove vitórias de Barrichello são ainda mais surpreendentes quando se verifica que ele precisou vencer não apenas corridas e pilotos, mas o próprio interesse da equipe Ferrari.

Shumacher só foi cinco vezes campeão DEPOIS que Rubinho passou a fazer parte da equipe e desde seu ingresso no time ele esteve durante cinco anos entre os quatro melhores do campeonato sendo duas vezes vice-campeão.

Foram 61 podiuns, 13 poles, 15 voltas mais rápida e a presença na estatística dos melhores pilotos de todos os tempos.

Barrichello já conquistou um lugar na história do automobilismo. É justo que conquiste definitivamente seu lugar no coração e na memória de todos os brasileiros.

Bravo Barrichello! Bravo!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mo.S.Ca.


Nestes tempos em que se multiplicam o número de ONG’s e Associações dos mais diversos fins, decidi fundar um movimento também.

É o Mo.S.Ca. - Movimento dos Sem Calçada.

Não temos sede, diretoria ou corpo social. Também não temos hierarquia e estatuto.

O Mo.S.Ca. não exige filiação, taxa de inscrição e não cobra anuidade. Todos podem participar. E o compromisso nem é muito grande. Basta atitude.

O movimento se propõe a espalhar a idéia, absurda para muitos, de que calçadas (aquele espaço pavimentado entre a rua e o muro das casas) é para ser usado para o trânsito de pedestres.

Algumas sugestões que exigem atitude são aqui sugeridas aos membros do Mo.S.Ca.

Primeiramente cada um precisa garantir que suas calçadas sejam razoavelmente planas, livres de degraus, obstáculos e entulhos.

Então, toda vez que você encontrar alguém caminhando tranqüilamente pela rua, com aquela fleuma de quem vai do banheiro para o quarto, pergunte-lhe porque ela não anda na calçada. Se a resposta for (muito comum) de que não há calçada ou que ela está intransitável, pergunte porque ela não pede ao dono que faça ou conserte a calçada. Se ela responder que não conhece o dono, sugira que ela ligue para a Ouvidoria da prefeitura e denuncie a falta de calçamento.

Algumas ruas são excepcionalmente privilegiadas com calçadas repletas de obstáculos que parecem cuidadosamente planejados para a prática do montanhismo. Algumas, pelo preparo físico que exigem, bem poderiam fazer parte do circuito profissional de trekking.

Além do óbvio impedimento ao tráfego dos cadeirantes e dos carrinhos de bebês, tais calçadas também representam um risco à saúde e à integridade física de todos os pedestres.

A calçada, como tese sociológica, é o espaço de transição entre o público e o privado. Pertence aos domínios do terreno privado e, portanto, sua manutenção está a cargo do proprietário do imóvel, mas é um espaço de uso público.

Daí a origem do termo técnico que designa este espaço: Passeio Público.

O descaso com estes espaços em nossa cidade denotam a falta de responsabilidade e compromisso do cidadão para com a coisa pública. O que é público é de todos, mas freqüentemente se confunde o que “é de todos” com o que “é de ninguém”.

Ao ser consultado, o poder público municipal esquiva-se alegando que a responsabilidade pelas calçadas é do proprietário do imóvel.

Está correto, mas não é menos correto que poder público possui vários imóveis sem calçamento. São parques municipais, terrenos baldios, fundos de vale, o horto florestal e o Ecolixo ambos na rua Manaus. Os lotes próximos à prefeitura. E muitos outros.

A falta de calçada em tantos terrenos públicos é um péssimo exemplo à população.

Segue daí o impedimento moral, mas não legal, de fiscalizar os imóveis particulares que não tem calçada ou que estão com suas calçadas arruinadas.

Não é difícil fazê-lo. Basta usar os mesmos servidores que fiscalizam terrenos com mato e entulho. Basta usar a denúncia do cidadão pelo 156.

Imagine a revolução.

Não mais ver aquele monte de jovens andando pelas ruas a caminho da escola. Não mais pedestres desviando de carros apressados e calçadas traiçoeiras.

Imagine, todos os imóveis com calçadas e muretas.

Imagine uma cidade limpa, bem cuidada, quiçá bonita como aquelas que gostamos de visitar em férias e não cansamos de comentar com amigos dizendo que tinham a aparência bucólica de cidades européias com calçadas limpas e praças floridas.

São cidades exatamente iguais à nossa. A diferença está no cuidado que seu moradores tem com suas casas, suas calçadas e suas ruas.

Cuidado este que demonstra o respeito do cidadão pela coisa pública e que garante que ele não vai escolher como representantes políticos que não tenham este mesmo respeito e responsabilidade.

É, seria uma revolução.

Se queremos uma cidade assim, precisamos fazer esta revolução.

Revolução que começa como uma incômoda Mo.S.Ca. na sopa.

Já dizia Raul Seixas que não adianta ignorar, porque você mata uma, mas vem outra em seu lugar.

Então, já que a revolução tem que acontecer, porque não começar já?

terça-feira, 25 de março de 2008

Amanhã


Amanhã
Guilherme Arantes
Composição: Guilherme Arantes

Amanhã será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar

Amanhã, redobrada a força
Pra cima que não cessa
Há de vingar

Amanhã, mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar

Amanhã a luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar, há de imperar

Amanhã está toda a esperança
Por menor que pareça
O que existe é pra festejar

Amanhã, apesar de hoje
Ser a estrada que surge
Pra se trilhar

Amanhã, mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar

Amanhã ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno, será pleno

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

2008 nota 10

Agora que o ano acabou de vez, vamos deixar o que de ruim ficou para
trás e trabalhar para que todos os novos dias sejam plenos de paz,
saúde que naturalmente a fortuna e a felicidade se farão presentes.

2008 : 2 + 0 + 0 + 8 = 10
Que o novo ano seja nota 10 para você também!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

HO HO HO !!!


Neste momento festivo quero compartilhar um pouco da alegria que nos contagia e nos faz acreditar que o mundo pode ser melhor, apesar de nossas diferenças, nossas limitações e de todas as dificuldades se impõem em nossa jornada terrena.

Um Feliz Natal a você e a todos os que lhe são caros.

Marcelo Marcio de Oliveira e Família.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Conto CARLOTA Recebe Menção Honrosa


No dia de ontem compareci ao MAC - Museu de Arte de Cascavel para receber Menção Honrosa do 7º Concurso Literário Celso Formighieri Sperança pelo conto CARLOTA.
Na foto estou ladeado por ilustres jurados, Sra. Maria Lúcia Klenhans Pereira, Poeta, professora e membro da Academia Cascavelense de Letras e pelo Sr. Antonio de Jesus, Presidente da Academia Cascavelense de Letras.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O mundo real da Ficção Científica

No ano de 1938, um jovem locutor de rádio estarreceu a opinião pública americana ao levar ao ar um programa inédito. O gênio Orson Welles (que se tornaria um dos mais prestigiados diretores de cinema de todos os tempos) apresentou uma adaptação do clássico de Ficção Científica Guerra dos Mundos (War of the Worlds - 1898) de H. G. Wells.

Surpreendidas pela novela que narrava a invasão da Terra por marcianos, apresentada em tom jornalístico de grande densidade dramática, centenas de pessoas fugiram de suas casas buscando refúgio enquanto outras se armavam para defender seus lares e suas famílias. Até mesmo alguns centros militares mantiveram-se em estado de alerta até que toda a confusão se esclarecesse.

O episódio serviu para comprovar algo que os estudiosos da ficção científica não se cansam de demonstrar e que o público, dito culto, recusa em aceitar. A ficção científica não é um fenômeno marginal dedicado a preencher os sonhos juvenis de fantasias absurdas e inverossímeis.

Não! A FC é um segmento artístico da ficção em geral, manifestada em todas as artes e culturas humanas.

Quando em 1938, as pessoas saíram correndo de suas casas elas não fugiam porque eram "fissuradas" em estórias de FC, fugiram porque tinham medo. O mesmo medo que fez os judeus fugirem da Alemanha Nazista, os russos fugirem da revolução Bolchevique, e mais recentemente os Hutus do governo Tutsi no Zaire.

A FC não é literatura de fantástico. Situa-se no limiar entre ciência e mistério como ambiente para descrever aquilo que de outra forma não seria percebido facilmente e assim especular livremente sobre as possibilidades futuras.

Ela mudou ao longo do tempo, assim como mudaram os ideais e princípios que regem as relações humanas. Quando surgiu como ramo literário em meados do século XIX o homem começava a desvendar os insondáveis mistérios que séculos de existência haviam relegado ao plano divino (Frankenstein, O Médico e o Mostro).

Progressivamente a ciência tornou-se capaz de provar a estrutura da matéria, a evolução da vida e das espécies, as entranhas das formas vivas, os mistérios da mente, e tantos outros que haviam povoado a imaginação humana (A Ilha do Dr. Moreau, Guerra dos Mundos, A Máquina do Tempo, 20000 Léguas Submarinas, Da Terra à Lua).

Neste ambiente, os escritores tinham um enfoque que favorecia a abordagem da ciência e de seus frutos tecnológicos e estes se tornaram seus temas principais (daí a origem do termo Ficção Científica).

Nos anos cinqüenta, com o transcorrer da guerra fria, as atenções se voltavam para a possibilidade de um ataque iminente das forças inimigas bem como da possível extinção da vida sobre a terra derivada de um confronto nuclear. A FC adaptou-se a este clima e criou inúmeras estórias sobre invasões alienígenas e confrontos entre o bem e o mal (O dia em que a Terra Parou, Dr. Fantástico, O Berço dos Super-Humanos).

Por tantas vezes a vida sobre a terra foi atingida e a civilização aniquilada, que chegamos perto de acreditar que este destino era inevitável ("A Praga Escarlate" - Jack London, "Eu Sou a Lenda" - Richard Matheson). Mas foi Marcelo Rubens Paiva em "Blecaute" (1986), quem melhor sintetizou o desconcertante vazio e solidão que assola a alma humana diante de sua extinção. Sentimentos como os evocados por esta obra são suficiente para nos levar a reagir contra os eventos que tramam pela nossa destruição.

Mais recentemente, o homem passou a ter uma abordagem mais ecológica e altruísta, novamente a FC passou a retratar tais sentimentos através de simpáticos alienígenas dedicados a colaborar com os homens na busca de um plano superior de existência (ET - O Extraterrestre, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Jornada nas Estrelas, 2001 - Odisséia Espacial).

Nota-se entretanto que por trás da ciência abordada nas obras desde o princípio o objetivo não era descrever a ciência pura e simplesmente. O enfoque central era sempre o Homem frente às possibilidades científicas, uma luta constante entre o bem e o mal em que a ciência e a tecnologia eram os instrumentos capazes de promover tanto um quanto o outro.

E este é exatamente o tema em "Humanos", de André Carlos Salzano Masini. O rigor científico, apesar de acessível, conferem veracidade à jornada física de um homem aos extremos de sua existência enquanto servem de pano de fundo para uma intensa jornada filosófica aos limites da percepção humana.

Um excelente exemplo de como a FC mudou é ler a série completa de Arthur C. Clarke iniciada com Encontro com Rama. Neste primeiro livro a narrativa transcorre apresentando os mistérios e maravilhas tecnológicas a bordo de uma gigantesca nave alienígena que penetrou nosso sistema solar. Ela veio e partiu deixando mais perguntas que respostas e conquistou os maiores prêmios literários para seu autor.

Como a obra apresentasse premissas que permitiam o desenvolvimento de um amplo leque de perspectivas científicas e humanitárias, Clarke decidiu escrever outros três livros para elucidar o mistério de Rama e seus ocupantes. O segundo livro, escrito aproximadamente vinte anos após o primeiro, mostra que se o mundo mudou, seu autor também. Ainda estão lá as minuciosas descrições científicas que apaixonam os leitores de Clarke. Mas também está presente uma dura e contundente análise política e sociológica de nossos tempos na qual o autor tenta mostrar que o homem estará sempre a repetir os mesmos erros do passado. Mas otimista como é, ele deixa aberta a possibilidade de vencermos nossos defeitos e construirmos um mundo melhor.

Note-se, um dos mais consagrados autores de todos os tempos deixa claro em suas obras que FC não é diferente de outros gêneros, apenas usa ambientes futurísticos para avaliar possibilidades mais amplas que se tornariam impossíveis devido à complexidade dos fatos.

Em A mão esquerda da escuridão de Ursula K. Le Guin temos uma excelente exemplo. Neste livro, relançado recentemente pela Editora Aleph, a autora desejou falar da importância do amor e da amizade e da tênue diferença que ocasionalmente existe entre elas. Para alcançar seu objetivo ela descreve a chegada do primeiro ser humano a um planeta habitado por uma espécie andrógina e o relacionamento entre este e seu anfitrião. Os membros desta espécie seriam assexuados a maior parte do tempo, mas durante a época de reprodução teriam a capacidade de assumir tanto o sexo masculino como o feminino dependendo apenas da tendência de transmutação do parceiro. Ao descrever a situação em que, o que parecia um homem, transforma-se progressivamente numa mulher e assim desperta a afeição do personagem principal, Le Guin mostra com beleza o valor da amizade. Uma tocante mensagem nestes dias de profunda transformação das relações sociais.

Seria possível escrever uma obra assim sem o mundo fantástico propiciado pela FC?

Um dos episódios da série de TV Babylon 5 tinha um enredo que poderia ser sintetizado assim: Um casal alienígena chega à estação espacial Babylon 5 em busca de auxílio médico para seu filho que corre um sério risco de vida. O médico sugere uma cirurgia como o meio mais rápido e efetivo de resolver o problema, mas os pais da criança se recusam a aceitar o tratamento sob pena do menino perder sua “alma”. Ocorre que a crença religiosa deles diz que o corpo abriga a “alma” assim sendo, se o mesmo fosse aberto, esta partiria para sempre.

Diante da negativa dos pais, o médico rende-se a sua promessa de salvar vidas e opera o menino. Quando os pais encontram a criança saudável e feliz, definitivamente fora de perigo, rejeitam-na como se ela estivesse possuída por um demônio. Eles levam o menino para submetê-lo a um ritual de purificação que o médico descobre depois nada mais é do que o sacrifício do corpo para que este encontre a alma que já partiu.

Pois bem, este enredo ficcional não é uma estória inédita, tampouco foi originalmente concebida como ficção. Ela, com variações, ocorre todos os dias em diversos hospitais ao redor do mundo. Pessoas morrem sem assistência sob a tutela de princípios religiosos. Não foram poucos os casos na história recente de nosso país em que crianças perderam a vida porque os pais recusaram-se a permitir que elas recebessem uma transfusão de sangue.

Ora, mas porque tratar de um assunto como este em uma obra de FC. Porque não fazer um daqueles dramas televisivos que costumamos ver na programação dos sábados à noite?

Porque se assim fosse você não assistiria. Diria apenas, “ora a criança vai morrer no final”, ou então “como sempre tudo vai acabar bem”. Com FC as pessoas olham para o conteúdo e não dão valor às aparências. Elas se concentram no cerne das questões.

Sobre outro tema de grande repercussão nos dias atuais, o aquecimento global, o paulista Ignácio de Loyola Brandão fez em 1982 uma descrição ácida, abafada e caótica de uma São Paulo futurística. Nesta distopia, todas as esperanças de solução dos problemas ambientais resultam infrutíferas e o resultado destas agressões atingem dimensões catastróficas. A leitura, sufocante, de "Não Verás País Nenhum" deveria ser obrigatória não apenas nas escolas, mas também nos fóruns ecológicos e gabinetes de lideres mundiais.

Então, temos que a ficção científica apenas recorre aos mesmos temas e princípios que todas as obras de ficção em geral. Apenas situa-se em ambientes futurísticos com personagens inimagináveis de modo a destacar, tornando mais clara, a mensagem que quer transmitir. Ela continua a tratar dos mesmos medos e anseios do homem. Apenas isola estes temas em uma câmara de espaço-tempo para que eles possam ser analisados sem preconceitos e tabus.

Assim, pobres e limitados espectadores que somos, sentimo-nos livres de nossos preconceitos e amarras morais e sociais para fazer um mea-culpa e quem sabe tomar atitudes que nos permitam construir um mundo melhor.

quinta-feira, 10 de maio de 2007


Aquele que caminha sozinho
Não está tão sozinho
Como aquele que sozinho
Faz seu próprio caminho.


quarta-feira, 9 de maio de 2007

Homem Cinderela

Você já viu o filme e conhece a história, um pugilista sem futuro tem a grande chance de sua vida e a aproveita como só um grande campeão é capaz de fazer. Rocky encarnou esta história com pequenas variações 6 vezes, com muito sucesso.

Mas este é o personagem com o qual a arte imita a vida de James J. Bradock, o homem cinderela, que em 1935 encarnou a esperança de uma nação combalida pela depressão e pela miséria de que poderia vencer a miséria pelo esforço e perseverança com honestidade e princípios.

O filme A Luta pela Esperança (Cinderella Man) de Ron Howard tem no elenco Russell Crowe e Renée Zellweger em atuações contidas mas convincentes na medida certa para contar a história quase mítica deste personagem. A fotografia e a cenografia conseguem recriar o ambiente pobre e sombrio dos anos mais duros da grande depressão americana. Mas é na direção das cenas de luta que o filme realmente alcança seus melhores momentos. É praticamente impossível não torcer durante as batalhas encenadas no ringue com uma beleza cênica que dificilmente se viu desde que Muhammad Ali deixou o boxe.

O Buldogue, como era chamado, era da cepa nobre de onde se extrai a matéria prima dos grandes heróis. Um homem simples, marido fiel e pai amoroso. Honesto e honrado.
O modelo que a nação americana definiu como exemplo do homem livre e civilizado.

Hoje tais homens não são reconhecidos por nossa sociedade.
Eles são encontrados às dúzias em qualquer cidade do mundo, mas os dramas sociais e desafios morais que exijam destes homens o que eles têm de melhor não proporcionam ibope, não são populares.

Ao contrário, a violência que maltrata, a degeneração social que corrompe, o mal que destrói, o ódio que envenena, a inveja que perturba, o egoísmo que corrói, são esses os temas que repercutem e excitam os sentidos.

Um pouco mais de inocência, de esperança, de sonhos. Coragem para vencer desafios e lutar pelo que realmente importa.

E todos viveríamos num mundo melhor.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Quem precisa de uma empresa assim?


Bill Gates não desiste, quer ser o supremo imperador do mundo da tecnologia. Tentar absorver a Yahoo é mais uma tentativa de fazer frente aos concorrentes.

Quando a NetScape dominava a internet a Microsoft usou de todos os meios para que o Explorer subjugasse o concorrente.

Enfrentou processos de dumping na Europa por se negar a desenvolver uma ferramenta de desinstalação do seu browser alegando que o mesmo era essencial para o funcionamento do windows.

Perdeu essa batalha, mas conseguiu que o Explorer aparecesse em quase 90% do computadores conectados à internet.

Hoje sua liderança vem sendo progressivamente minada por concorrentes como o Firefox e outros menores.

No segmento de sites ela sempre levou um banho da concorrência. O seu MSN nunca foi líder, primeiro perdendo feio para a Yahoo! e agora para o Google.

O ditado diz "se você não pode vencer o inimigo, alie-se a ele" mas a cartilha capitalista agressiva da Microsoft adaptou-o para "se não pode vencê-lo, compre-o".

Para continuar sendo a maior vale tudo, ou quase tudo. Várias iniciativas interessantes que nasceram nos laboratórios ou quartos de adolescentes tiveram destino ingrato. Foram absorvidas e eventualmente sufocadas pelo interesse monopolista da Microsoft. Poucas tiveram fôlego para ganhar corpo e conquistar mercado por suas qualidades técnicas.

O hotmail foi um dos primeiros grandes provedores e e-mail gratuito da internet. Era bom até que a Microsoft comprou-o.

Nos resta continuar torcendo para que exista quem faça valer o outro célebre ditado, "quem não é o maior, tem que ser o melhor", senão daqui a pouco vamos ficar sem opções.

O Google tem conseguido manter essa chama acesa, mesmo sendo o maior em alguns segmentos. E esse é o único modelo de grande corporação que o mercado parece disposto a aceitar.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Insuportável Novo Mundo

O filme “O Novo Mundo” pretendia propor uma reflexão sobre a relação entre conquistador e conquistado, opressor e oprimido.

Pretendia.

Ao propor esta reflexão através da desmistificação holywoodiana do personagem Pocahontas, exaustivamente explorado pela corporação Disney, o filme mais atrapalha do que ajuda o resgate moral da personagem histórica e a reflexão dos eventos que ela protagonizou.

Ao tentar ser poético o filme ficou confuso. Ao tentar ser romântico descambou para o melodrama. E a beleza deu lugar ao vazio estéril.

A fotografia é grandiloquente mas despretensiosa. Parece que estamos assistindo a um comercial de resort turístico.

A montagem é péssima. Dá-nos a impressão de que o roteirista e o diretor estavam fazendo filmes diferentes.

O elenco, apesar de contar com atores renomados em momento nenhum faz juz à fama que seus nomes emprestam ao título.

Quem se salva com uma atuação pequena mas irretocável é a sempre marcante presença de Christopher Plummer que consegue dar um ar de grandeza histórica ao roteiro.

Colin Farrell parece um cachorrinho perdido do começo ao fim. Apenas confirma que não consegue sustentar um filme baseado apenas em seu carisma e atuação.

Christian Bale que só aparece no quarto final pelo menos não compromete seu currículo.

Enfim dá sono do começo ao fim.

Um filme chato que não vale o sal que você gasta na pipoca.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Até onde eles vão chegar?








Não passa dia sem que se anuncie alguma nova investida comercial do Google.

Algumas vezes adquirindo uma nova empresa, como a recente compra da DoubleClick por US$ 3,1 bilhões.

Noutras lançando novos produtos ou serviços, como é o caso do Google Checkout para pagamento de compras online e que concorrerá diretamente com o sistema PayPal do eBay.

Em qualquer dos casos, o que fica evidente é a sanha investidora do Google que rapidamente vem espalhado seus tentáculos em vários segmentos do mercado on-line.

Recentemente foi anunciado que o Google é, disparado, o maior e mais acessado site de buscas de todos os tempos.

Junte-se a isso os demais serviços de sucesso e qualidades comprovadas como Orkut, blogger, Picasa, Gmail, YouTube, etc., e tem-se o mais bem-sucedido conglomerado de mídia dos últimos tempos.

O Google caminha a passos largos para ser a primeira grande companhia digital do século XXI.

É o Grande-Irmão da internet.

Se as empresas fossem como pessoas e pudéssemos analisar o dna desta companhia, poderíamos dizer que ela é filha da Microsoft e da Apple. Tem corpo da primeira e a alma da segunda.

É uma questão de tempo para o Google alcançar o mesmo sucesso comercial e financeiro de companhia de Bill Gates.

Mas conseguirá manter o legado inovador e simpatia dos consumidores que sempre foram uma marca registrada da empresa encabeçada por Steve Jobs?

Talvez seja porque estas empresas "tem" a cara de seus donos. Gates é antipático e Jobs não.

Qual a cara do Google então?

Parece que eles querem que ela tenha a nossa cara!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

O Massa é Massa!

Depois de uma exuberante vitória no Bahreim, Felipe Massa se qualifica para receber as atenções da Ferrari numa acelerada rumo ao título da temporada 2007 de F1.

É cedo para dizer que pilotos ou equipes são verdadeiramente favoritos ao título, mas antes mesmo do início da temporada esta discussão está restrita a não mais que quatro pilotos e três equipes.

Seria preciso uma tragédia, como a morte prematura de Airton Senna em 1994, para mudar o script que colocará a Ferrari, McLaren ou Renault e um de seus pilotos no lugar mais alto do podium.

O que Massa conseguiu nessas três primeiras provas do campeonato foi mostrar o arrojo, determinação, segurança, serenidade, resignação e competência técnica para vencer.

No GP da Austrália quebrou, largou em último e numa prova de recuperação chegou em sexto. - Determinação e serenidade.

Na prova da Malásia errou na largada e mais ainda nas tentativas de ultrapassagem. Assumiu o erro e seguiu até o final da prova terminando em quinto. - Arrojo e resignação.

Finalmente no belo circuito do Bahrein fez barba, cabelo e bigode. Dominou os treinos, conquistou a pole, cravou a melhor volta e fechou a prova de ponta a ponta em primeiro. - Segurança e competência técnica.

A exigente imprensa italiana levou Felipe Massa do inferno ao paraíso em uma semana.

E ele sobreviveu ao desafio.

Se realmente confirmará o script que está sendo escrito e se tornará o próximo campeão brasileiro só saberemos no fim da temporada, mas em 14 anos ninguém mostrou tanta competência.

É esperar o embate contra os também excelentes Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e o bicampeão Fernando Alonso.

Essa temporada já entrou para a história do esporte.