quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

2008 nota 10

Agora que o ano acabou de vez, vamos deixar o que de ruim ficou para
trás e trabalhar para que todos os novos dias sejam plenos de paz,
saúde que naturalmente a fortuna e a felicidade se farão presentes.

2008 : 2 + 0 + 0 + 8 = 10
Que o novo ano seja nota 10 para você também!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

HO HO HO !!!


Neste momento festivo quero compartilhar um pouco da alegria que nos contagia e nos faz acreditar que o mundo pode ser melhor, apesar de nossas diferenças, nossas limitações e de todas as dificuldades se impõem em nossa jornada terrena.

Um Feliz Natal a você e a todos os que lhe são caros.

Marcelo Marcio de Oliveira e Família.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Conto CARLOTA Recebe Menção Honrosa


No dia de ontem compareci ao MAC - Museu de Arte de Cascavel para receber Menção Honrosa do 7º Concurso Literário Celso Formighieri Sperança pelo conto CARLOTA.
Na foto estou ladeado por ilustres jurados, Sra. Maria Lúcia Klenhans Pereira, Poeta, professora e membro da Academia Cascavelense de Letras e pelo Sr. Antonio de Jesus, Presidente da Academia Cascavelense de Letras.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O mundo real da Ficção Científica

No ano de 1938, um jovem locutor de rádio estarreceu a opinião pública americana ao levar ao ar um programa inédito. O gênio Orson Welles (que se tornaria um dos mais prestigiados diretores de cinema de todos os tempos) apresentou uma adaptação do clássico de Ficção Científica Guerra dos Mundos (War of the Worlds - 1898) de H. G. Wells.

Surpreendidas pela novela que narrava a invasão da Terra por marcianos, apresentada em tom jornalístico de grande densidade dramática, centenas de pessoas fugiram de suas casas buscando refúgio enquanto outras se armavam para defender seus lares e suas famílias. Até mesmo alguns centros militares mantiveram-se em estado de alerta até que toda a confusão se esclarecesse.

O episódio serviu para comprovar algo que os estudiosos da ficção científica não se cansam de demonstrar e que o público, dito culto, recusa em aceitar. A ficção científica não é um fenômeno marginal dedicado a preencher os sonhos juvenis de fantasias absurdas e inverossímeis.

Não! A FC é um segmento artístico da ficção em geral, manifestada em todas as artes e culturas humanas.

Quando em 1938, as pessoas saíram correndo de suas casas elas não fugiam porque eram "fissuradas" em estórias de FC, fugiram porque tinham medo. O mesmo medo que fez os judeus fugirem da Alemanha Nazista, os russos fugirem da revolução Bolchevique, e mais recentemente os Hutus do governo Tutsi no Zaire.

A FC não é literatura de fantástico. Situa-se no limiar entre ciência e mistério como ambiente para descrever aquilo que de outra forma não seria percebido facilmente e assim especular livremente sobre as possibilidades futuras.

Ela mudou ao longo do tempo, assim como mudaram os ideais e princípios que regem as relações humanas. Quando surgiu como ramo literário em meados do século XIX o homem começava a desvendar os insondáveis mistérios que séculos de existência haviam relegado ao plano divino (Frankenstein, O Médico e o Mostro).

Progressivamente a ciência tornou-se capaz de provar a estrutura da matéria, a evolução da vida e das espécies, as entranhas das formas vivas, os mistérios da mente, e tantos outros que haviam povoado a imaginação humana (A Ilha do Dr. Moreau, Guerra dos Mundos, A Máquina do Tempo, 20000 Léguas Submarinas, Da Terra à Lua).

Neste ambiente, os escritores tinham um enfoque que favorecia a abordagem da ciência e de seus frutos tecnológicos e estes se tornaram seus temas principais (daí a origem do termo Ficção Científica).

Nos anos cinqüenta, com o transcorrer da guerra fria, as atenções se voltavam para a possibilidade de um ataque iminente das forças inimigas bem como da possível extinção da vida sobre a terra derivada de um confronto nuclear. A FC adaptou-se a este clima e criou inúmeras estórias sobre invasões alienígenas e confrontos entre o bem e o mal (O dia em que a Terra Parou, Dr. Fantástico, O Berço dos Super-Humanos).

Por tantas vezes a vida sobre a terra foi atingida e a civilização aniquilada, que chegamos perto de acreditar que este destino era inevitável ("A Praga Escarlate" - Jack London, "Eu Sou a Lenda" - Richard Matheson). Mas foi Marcelo Rubens Paiva em "Blecaute" (1986), quem melhor sintetizou o desconcertante vazio e solidão que assola a alma humana diante de sua extinção. Sentimentos como os evocados por esta obra são suficiente para nos levar a reagir contra os eventos que tramam pela nossa destruição.

Mais recentemente, o homem passou a ter uma abordagem mais ecológica e altruísta, novamente a FC passou a retratar tais sentimentos através de simpáticos alienígenas dedicados a colaborar com os homens na busca de um plano superior de existência (ET - O Extraterrestre, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Jornada nas Estrelas, 2001 - Odisséia Espacial).

Nota-se entretanto que por trás da ciência abordada nas obras desde o princípio o objetivo não era descrever a ciência pura e simplesmente. O enfoque central era sempre o Homem frente às possibilidades científicas, uma luta constante entre o bem e o mal em que a ciência e a tecnologia eram os instrumentos capazes de promover tanto um quanto o outro.

E este é exatamente o tema em "Humanos", de André Carlos Salzano Masini. O rigor científico, apesar de acessível, conferem veracidade à jornada física de um homem aos extremos de sua existência enquanto servem de pano de fundo para uma intensa jornada filosófica aos limites da percepção humana.

Um excelente exemplo de como a FC mudou é ler a série completa de Arthur C. Clarke iniciada com Encontro com Rama. Neste primeiro livro a narrativa transcorre apresentando os mistérios e maravilhas tecnológicas a bordo de uma gigantesca nave alienígena que penetrou nosso sistema solar. Ela veio e partiu deixando mais perguntas que respostas e conquistou os maiores prêmios literários para seu autor.

Como a obra apresentasse premissas que permitiam o desenvolvimento de um amplo leque de perspectivas científicas e humanitárias, Clarke decidiu escrever outros três livros para elucidar o mistério de Rama e seus ocupantes. O segundo livro, escrito aproximadamente vinte anos após o primeiro, mostra que se o mundo mudou, seu autor também. Ainda estão lá as minuciosas descrições científicas que apaixonam os leitores de Clarke. Mas também está presente uma dura e contundente análise política e sociológica de nossos tempos na qual o autor tenta mostrar que o homem estará sempre a repetir os mesmos erros do passado. Mas otimista como é, ele deixa aberta a possibilidade de vencermos nossos defeitos e construirmos um mundo melhor.

Note-se, um dos mais consagrados autores de todos os tempos deixa claro em suas obras que FC não é diferente de outros gêneros, apenas usa ambientes futurísticos para avaliar possibilidades mais amplas que se tornariam impossíveis devido à complexidade dos fatos.

Em A mão esquerda da escuridão de Ursula K. Le Guin temos uma excelente exemplo. Neste livro, relançado recentemente pela Editora Aleph, a autora desejou falar da importância do amor e da amizade e da tênue diferença que ocasionalmente existe entre elas. Para alcançar seu objetivo ela descreve a chegada do primeiro ser humano a um planeta habitado por uma espécie andrógina e o relacionamento entre este e seu anfitrião. Os membros desta espécie seriam assexuados a maior parte do tempo, mas durante a época de reprodução teriam a capacidade de assumir tanto o sexo masculino como o feminino dependendo apenas da tendência de transmutação do parceiro. Ao descrever a situação em que, o que parecia um homem, transforma-se progressivamente numa mulher e assim desperta a afeição do personagem principal, Le Guin mostra com beleza o valor da amizade. Uma tocante mensagem nestes dias de profunda transformação das relações sociais.

Seria possível escrever uma obra assim sem o mundo fantástico propiciado pela FC?

Um dos episódios da série de TV Babylon 5 tinha um enredo que poderia ser sintetizado assim: Um casal alienígena chega à estação espacial Babylon 5 em busca de auxílio médico para seu filho que corre um sério risco de vida. O médico sugere uma cirurgia como o meio mais rápido e efetivo de resolver o problema, mas os pais da criança se recusam a aceitar o tratamento sob pena do menino perder sua “alma”. Ocorre que a crença religiosa deles diz que o corpo abriga a “alma” assim sendo, se o mesmo fosse aberto, esta partiria para sempre.

Diante da negativa dos pais, o médico rende-se a sua promessa de salvar vidas e opera o menino. Quando os pais encontram a criança saudável e feliz, definitivamente fora de perigo, rejeitam-na como se ela estivesse possuída por um demônio. Eles levam o menino para submetê-lo a um ritual de purificação que o médico descobre depois nada mais é do que o sacrifício do corpo para que este encontre a alma que já partiu.

Pois bem, este enredo ficcional não é uma estória inédita, tampouco foi originalmente concebida como ficção. Ela, com variações, ocorre todos os dias em diversos hospitais ao redor do mundo. Pessoas morrem sem assistência sob a tutela de princípios religiosos. Não foram poucos os casos na história recente de nosso país em que crianças perderam a vida porque os pais recusaram-se a permitir que elas recebessem uma transfusão de sangue.

Ora, mas porque tratar de um assunto como este em uma obra de FC. Porque não fazer um daqueles dramas televisivos que costumamos ver na programação dos sábados à noite?

Porque se assim fosse você não assistiria. Diria apenas, “ora a criança vai morrer no final”, ou então “como sempre tudo vai acabar bem”. Com FC as pessoas olham para o conteúdo e não dão valor às aparências. Elas se concentram no cerne das questões.

Sobre outro tema de grande repercussão nos dias atuais, o aquecimento global, o paulista Ignácio de Loyola Brandão fez em 1982 uma descrição ácida, abafada e caótica de uma São Paulo futurística. Nesta distopia, todas as esperanças de solução dos problemas ambientais resultam infrutíferas e o resultado destas agressões atingem dimensões catastróficas. A leitura, sufocante, de "Não Verás País Nenhum" deveria ser obrigatória não apenas nas escolas, mas também nos fóruns ecológicos e gabinetes de lideres mundiais.

Então, temos que a ficção científica apenas recorre aos mesmos temas e princípios que todas as obras de ficção em geral. Apenas situa-se em ambientes futurísticos com personagens inimagináveis de modo a destacar, tornando mais clara, a mensagem que quer transmitir. Ela continua a tratar dos mesmos medos e anseios do homem. Apenas isola estes temas em uma câmara de espaço-tempo para que eles possam ser analisados sem preconceitos e tabus.

Assim, pobres e limitados espectadores que somos, sentimo-nos livres de nossos preconceitos e amarras morais e sociais para fazer um mea-culpa e quem sabe tomar atitudes que nos permitam construir um mundo melhor.

quinta-feira, 10 de maio de 2007


Aquele que caminha sozinho
Não está tão sozinho
Como aquele que sozinho
Faz seu próprio caminho.


quarta-feira, 9 de maio de 2007

Homem Cinderela

Você já viu o filme e conhece a história, um pugilista sem futuro tem a grande chance de sua vida e a aproveita como só um grande campeão é capaz de fazer. Rocky encarnou esta história com pequenas variações 6 vezes, com muito sucesso.

Mas este é o personagem com o qual a arte imita a vida de James J. Bradock, o homem cinderela, que em 1935 encarnou a esperança de uma nação combalida pela depressão e pela miséria de que poderia vencer a miséria pelo esforço e perseverança com honestidade e princípios.

O filme A Luta pela Esperança (Cinderella Man) de Ron Howard tem no elenco Russell Crowe e Renée Zellweger em atuações contidas mas convincentes na medida certa para contar a história quase mítica deste personagem. A fotografia e a cenografia conseguem recriar o ambiente pobre e sombrio dos anos mais duros da grande depressão americana. Mas é na direção das cenas de luta que o filme realmente alcança seus melhores momentos. É praticamente impossível não torcer durante as batalhas encenadas no ringue com uma beleza cênica que dificilmente se viu desde que Muhammad Ali deixou o boxe.

O Buldogue, como era chamado, era da cepa nobre de onde se extrai a matéria prima dos grandes heróis. Um homem simples, marido fiel e pai amoroso. Honesto e honrado.
O modelo que a nação americana definiu como exemplo do homem livre e civilizado.

Hoje tais homens não são reconhecidos por nossa sociedade.
Eles são encontrados às dúzias em qualquer cidade do mundo, mas os dramas sociais e desafios morais que exijam destes homens o que eles têm de melhor não proporcionam ibope, não são populares.

Ao contrário, a violência que maltrata, a degeneração social que corrompe, o mal que destrói, o ódio que envenena, a inveja que perturba, o egoísmo que corrói, são esses os temas que repercutem e excitam os sentidos.

Um pouco mais de inocência, de esperança, de sonhos. Coragem para vencer desafios e lutar pelo que realmente importa.

E todos viveríamos num mundo melhor.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Quem precisa de uma empresa assim?


Bill Gates não desiste, quer ser o supremo imperador do mundo da tecnologia. Tentar absorver a Yahoo é mais uma tentativa de fazer frente aos concorrentes.

Quando a NetScape dominava a internet a Microsoft usou de todos os meios para que o Explorer subjugasse o concorrente.

Enfrentou processos de dumping na Europa por se negar a desenvolver uma ferramenta de desinstalação do seu browser alegando que o mesmo era essencial para o funcionamento do windows.

Perdeu essa batalha, mas conseguiu que o Explorer aparecesse em quase 90% do computadores conectados à internet.

Hoje sua liderança vem sendo progressivamente minada por concorrentes como o Firefox e outros menores.

No segmento de sites ela sempre levou um banho da concorrência. O seu MSN nunca foi líder, primeiro perdendo feio para a Yahoo! e agora para o Google.

O ditado diz "se você não pode vencer o inimigo, alie-se a ele" mas a cartilha capitalista agressiva da Microsoft adaptou-o para "se não pode vencê-lo, compre-o".

Para continuar sendo a maior vale tudo, ou quase tudo. Várias iniciativas interessantes que nasceram nos laboratórios ou quartos de adolescentes tiveram destino ingrato. Foram absorvidas e eventualmente sufocadas pelo interesse monopolista da Microsoft. Poucas tiveram fôlego para ganhar corpo e conquistar mercado por suas qualidades técnicas.

O hotmail foi um dos primeiros grandes provedores e e-mail gratuito da internet. Era bom até que a Microsoft comprou-o.

Nos resta continuar torcendo para que exista quem faça valer o outro célebre ditado, "quem não é o maior, tem que ser o melhor", senão daqui a pouco vamos ficar sem opções.

O Google tem conseguido manter essa chama acesa, mesmo sendo o maior em alguns segmentos. E esse é o único modelo de grande corporação que o mercado parece disposto a aceitar.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Insuportável Novo Mundo

O filme “O Novo Mundo” pretendia propor uma reflexão sobre a relação entre conquistador e conquistado, opressor e oprimido.

Pretendia.

Ao propor esta reflexão através da desmistificação holywoodiana do personagem Pocahontas, exaustivamente explorado pela corporação Disney, o filme mais atrapalha do que ajuda o resgate moral da personagem histórica e a reflexão dos eventos que ela protagonizou.

Ao tentar ser poético o filme ficou confuso. Ao tentar ser romântico descambou para o melodrama. E a beleza deu lugar ao vazio estéril.

A fotografia é grandiloquente mas despretensiosa. Parece que estamos assistindo a um comercial de resort turístico.

A montagem é péssima. Dá-nos a impressão de que o roteirista e o diretor estavam fazendo filmes diferentes.

O elenco, apesar de contar com atores renomados em momento nenhum faz juz à fama que seus nomes emprestam ao título.

Quem se salva com uma atuação pequena mas irretocável é a sempre marcante presença de Christopher Plummer que consegue dar um ar de grandeza histórica ao roteiro.

Colin Farrell parece um cachorrinho perdido do começo ao fim. Apenas confirma que não consegue sustentar um filme baseado apenas em seu carisma e atuação.

Christian Bale que só aparece no quarto final pelo menos não compromete seu currículo.

Enfim dá sono do começo ao fim.

Um filme chato que não vale o sal que você gasta na pipoca.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Até onde eles vão chegar?








Não passa dia sem que se anuncie alguma nova investida comercial do Google.

Algumas vezes adquirindo uma nova empresa, como a recente compra da DoubleClick por US$ 3,1 bilhões.

Noutras lançando novos produtos ou serviços, como é o caso do Google Checkout para pagamento de compras online e que concorrerá diretamente com o sistema PayPal do eBay.

Em qualquer dos casos, o que fica evidente é a sanha investidora do Google que rapidamente vem espalhado seus tentáculos em vários segmentos do mercado on-line.

Recentemente foi anunciado que o Google é, disparado, o maior e mais acessado site de buscas de todos os tempos.

Junte-se a isso os demais serviços de sucesso e qualidades comprovadas como Orkut, blogger, Picasa, Gmail, YouTube, etc., e tem-se o mais bem-sucedido conglomerado de mídia dos últimos tempos.

O Google caminha a passos largos para ser a primeira grande companhia digital do século XXI.

É o Grande-Irmão da internet.

Se as empresas fossem como pessoas e pudéssemos analisar o dna desta companhia, poderíamos dizer que ela é filha da Microsoft e da Apple. Tem corpo da primeira e a alma da segunda.

É uma questão de tempo para o Google alcançar o mesmo sucesso comercial e financeiro de companhia de Bill Gates.

Mas conseguirá manter o legado inovador e simpatia dos consumidores que sempre foram uma marca registrada da empresa encabeçada por Steve Jobs?

Talvez seja porque estas empresas "tem" a cara de seus donos. Gates é antipático e Jobs não.

Qual a cara do Google então?

Parece que eles querem que ela tenha a nossa cara!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

O Massa é Massa!

Depois de uma exuberante vitória no Bahreim, Felipe Massa se qualifica para receber as atenções da Ferrari numa acelerada rumo ao título da temporada 2007 de F1.

É cedo para dizer que pilotos ou equipes são verdadeiramente favoritos ao título, mas antes mesmo do início da temporada esta discussão está restrita a não mais que quatro pilotos e três equipes.

Seria preciso uma tragédia, como a morte prematura de Airton Senna em 1994, para mudar o script que colocará a Ferrari, McLaren ou Renault e um de seus pilotos no lugar mais alto do podium.

O que Massa conseguiu nessas três primeiras provas do campeonato foi mostrar o arrojo, determinação, segurança, serenidade, resignação e competência técnica para vencer.

No GP da Austrália quebrou, largou em último e numa prova de recuperação chegou em sexto. - Determinação e serenidade.

Na prova da Malásia errou na largada e mais ainda nas tentativas de ultrapassagem. Assumiu o erro e seguiu até o final da prova terminando em quinto. - Arrojo e resignação.

Finalmente no belo circuito do Bahrein fez barba, cabelo e bigode. Dominou os treinos, conquistou a pole, cravou a melhor volta e fechou a prova de ponta a ponta em primeiro. - Segurança e competência técnica.

A exigente imprensa italiana levou Felipe Massa do inferno ao paraíso em uma semana.

E ele sobreviveu ao desafio.

Se realmente confirmará o script que está sendo escrito e se tornará o próximo campeão brasileiro só saberemos no fim da temporada, mas em 14 anos ninguém mostrou tanta competência.

É esperar o embate contra os também excelentes Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e o bicampeão Fernando Alonso.

Essa temporada já entrou para a história do esporte.

terça-feira, 10 de abril de 2007


Lá do alto
de onde a luz espia
iluminando o dia
vem a lembrança
que conforta a alma
e alimenta a esperança
serena a mente, acalma.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Roda do Preconceito

Itália, Alemanha, Áustria e Suíça. Nações de primeiro mundo. Ricas e prósperas.

Carregam em comum também uma nova (re)invenção, a “roda dos enjeitados”. Trata-se de uma invenção da igreja católica que remonta ao século XVII e que consiste numa pequena porta colocada em hospitais públicos pela qual os pais podem abandonar seus filhos sem serem identificados.

Analisando-se rapidamente podemos identificar uma atitude de caridade para com os bebês rejeitados por suas mães. É fácil acreditar que o senso de fraternidade é a mola propulsora das ações organizadas para evitar o sofrimento de inocentes punidos pela ignorância de pais inescrupulosos.

É uma solução muito melhor do que ver mães abandonando seus filhos em latas de lixo, casinhas de cachorro ou sacos plásticos a boiar em lagoas.

Mas o que não fica claro é que estes países, os primeiros a adotar medidas tão solidárias, estão ficando com suas populações cada vez mais velhas. São nações em que o privilégio de seus aposentados depende de uma juventude produtiva cada vez mais escassa.

Os imigrantes cumprem importante papel como motores desta economia e também como provedores desta geração futura de trabalhadores.

Porque são eles que abandonam seus filhos nestes hospitais?

A resposta fácil é dizer que o fazem por ignorância ou pobreza. Entretanto, a maioria segue uma lógica muito mais sórdida e nefasta.

Porque a sociedade e o estado não se dedicam a promover a assistência financeira e social necessária para que estas crianças sejam criadas por seus pais? Afinal, gasta-se o mesmo, ou até mais, com as crianças abandonadas.

A resposta é que estas nações “desenvolvidas” querem os filhos dos imigrantes, mas não desejam seus pais.

Querem filhos que poderão no futuro ser chamados de “filhos da pátria” apesar de suas peles negras, seus olhos puxados ou seus narizes aduncos.

São filhos que receberão a melhor educação e a assistência que o estado de bem estar social pode proporcionar a uma juventude. Mas que não terão nenhum laço cultural, racial, ou ideológico com seus progenitores biológicos. Enfim, não serão imigrantes. Não sairão às ruas clamando por igualdade entre os povos.

Não reivindicarão para seus pais imigrantes os mesmos privilégios dos cidadãos naturais.

Os pais que abandonam seus filhos sabem disso claramente. E têm plena convicção de que apenas sem estes laços eles poderão usufruir destas benesses.

E assim, todos continuam a alimentar de modo transverso a separação dos povos entre ricos e pobres. Afortunados ou não. Primeiro e demais mundos. Superiores e inferiores.

Apenas os mecanismos são mais sutis.

quinta-feira, 1 de março de 2007

A África é aqui!

Parece que às vezes o universo conspira contra nós para nos fazer refletir ...

Recentemente assisti ao filme Hotel Ruanda para logo em seguida assistir a Diamante de Sangue.

Creio que seja impossível a uma pessoa normal permanecer indiferente à dor e sofrimento retratados nestes filmes.

Hotel Ruanda relata fatos verídicos que transcorrem durante o conflito étnico entre Hutus e Tutsis que assolou Ruanda.

Diamante de Sangue é uma denúncia ao sofrimento que a exploração ilegal de diamantes, e de resto as demais riquezas daquele continente, impõe ao povo.

São muitos os males que historicamente afligem este sofrido continente. Em especial a África sub-saariana. Fome, miséria, discriminação racial, doença e ignorância institucional.

A eles soma-se um sofrimento ainda mais nefasto, porque poderia ser facilmente erradicado pela solidariedade e respeito ao próximo.

É a exploração física e a humilhação moral.

Não vem de hoje. Nem começou com os brancos imperialistas. Mas se alimenta do mesmo tipo de preconceito e ódio racial que historicamente alimenta os conflitos árabes.

Se antes os africanos eram capturados e vendidos como escravos agora se tornaram escravos do medo e da desesperança.

Parecia que a segunda grande guerra sepultaria de vez estes comportamentos deploráveis.

Parecia que a ciência, a tecnologia e o pensamento moderno libertariam de vez a alma humana destas mazelas.

Parecia...

Mas infelizmente, como erva daninha, eles insistem em continuar infestando o jardim de nosso paraíso capitalista.

Nós brasileiros nos consideramos afortunados. Não somos acometidos de tragédias naturais, pragas devastadoras e ainda estamos livres destas ocorrências desumanas que acometem outros povos.

Ledo engano.

Em São Paulo homossexuais são espancadas por grupos de jovens intolerantes com os mesmos requintes e crueldade que caracterizavam a ação de grupos nazistas.

No Rio uma criança é arrastada e morta com a mesma insensibilidade com que se cometeram atrocidades em Ruanda.

Em todas as cidades a ação de gangues afronta diretamente o poder das autoridades constituídas num claro sinal de caos institucional tal como se observa nas revoluções e conflitos africanos.

Para os países, ditos de primeiro mundo, a América Latina é o fim do mundo. O esconderijo perfeito para ladrões, malfeitores e desocupados de todo gênero.

A África então, está para lá do fim. Já não pertence a este mundo.

Olhando ao redor, acompanhando as notícias não dá para evitar se perguntar se a África não é aqui.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto, é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio, dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tao burro, que se orgulha e estufa o peito, dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
(Texto do Dramaturgo alemão Brecht)

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Mais essa agora...

Vírus, Spam, Trojan e todos esses lixos que atormentam nossa vida diária e agora temos mais uma porcaria para nos incomodar.

POSTS de comentários automáticos e indesejáveis agora estão poluindo nossos blogs.

Meu blog já foi infectado duas vezes. Para não comprometer a segurança dos leitores tive que remover os comentário publicados.

Claro que são criminosos e desocupados tentando se aproveitar de pessoas honestas e bem-intencionadas.

Os leitores de blogs devem tomar cuidado para não clicar nos links desdes comentários maliciosos (ainda estão apenas em inglês mas não tarda em aparecer no nosso bom português). Vai se saber com o que contaminarão nossas máquinas.

Não tardará a surgir uma nova linha de produtos para contra-atacar esses vilipendiadores de nosso tempo e bom humor.

Infelizmente é só mais uma frente de batalha na qual teremos que aprender a combater.

Fiquem alertas!

terça-feira, 4 de julho de 2006

PHOTOS GRAPHIA

Fotografia na construção etimológica da palavra significa "escrever com a luz".

Estou produzindo uma série de fotografias resgatando esse princípio que parece amplamente esquecido neste momento em que a produção de imagens passa por uma maciça transformação.

Não apenas no meio, agora digital, mas também pela massificação.
Pululam fotologs com imagens e produções de muita qualidade, mas infelizmente a maioria deixa a desejar. Muito fetiche e narcisismo.

De qualquer modo, sinto que a mudança será positiva.

Ainda espero encontrar máquinas totalmente manuais com armazenamento digital.

Algo como uma Nikon F2 ou uma Leica totalmente manuais que em lugar de filmes use cartões de memória. Coisa de purista, vai entender...

segunda-feira, 19 de junho de 2006

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Verbo

MarceloM

Viver,
ainda que de modo angustiante
auferindo aos trancos
o hálito revigorante.

Sofrer,
pois não há quem se lembre,
além do agente,
do que ele fez em prol de toda gente,
construindo um presente
que dele prescinde e se ressente.

Arder,
pela força do grito aprisionado,
que jaz quedado,
ante a ignorância,
mesquinha falência moral,
que se impõe,
malgrado o desejo de ver realizado,
cumprido, completado, o plano...

Morrer,
ainda que tardiamente,
amado, cuspido, escarrado, odiado.
De peito erguido,
cabelo ao vento elevado,
tempo e espaço curvado a ver,
tão plena obra,
num só encarnado.

Fluir,
de um plano a outro,
levar de um o que o outro carece,
com equilíbrio e majestade,
ponto vulgar, celebridade.
Não mais agora, nem tarde.
Sempre no ocaso, à tarde.

Ser,
e que o seja além do existir,
que enseja o desejo no ser,
que se arrasta insosso,
sem ânimo ou tormento que o faça sentir.
Que anseie transcender o próprio ser,
buscando apenas ser, tudo.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Não é difícil compreender os ETs

Longe de casa, depois do almoço, tempo livre antes de uma tarde de reuniões tolas e improdutivas.
Sem museus para visitar, nem dinheiro para gastar. Entro na livraria que me permite um sopro de civilidade e sonho.
Chama à atenção a banca de saldos “a partir de 1,99” não se encontra nada, mas pelo menos se gasta tempo. Útil para quem só tem tempo sobrando.
Vira e revira, quase dá vontade de arrumar. Colocar tudo em ordem, como se espera numa livraria. Mas ali não, a ordem é subvertida em favor do caos. Sem a “biblio”, restou a “economia”.
Tantos títulos repetidos, antiquados, sobre temas datados.
Alguns até bonitinho, capa não faz o livro, mas fica bonitinho e ajuda a vender, mas “Enfrentando a hiperinflação” e “dBase para iniciantes” não há capa que consiga vender.
Mas naquele amontoado de papéis algo tem um brilho especial. Bonitinho sim, título intrigante para um apaixonado por ficção científica, mas será que vai além da capa? Pequeno, quase modesto, parecendo pessoas “de atitude” que se destacam na multidão.
Lugar errado, caiu ali por acidente, não é “saldão”. Mas que seja, valeu cada centavo e ainda foi no cartão.
Abro. Abrir um livro é como molhar os pés na água para sentir a temperatura. Quase nunca nos diz como a água está, mas quando convida, nos impele a lançar o corpo de uma vez, por inteiro.
Me jogo, de ponta, e logo sinto um mundo silencioso, denso, envolvente, leve. De tal modo sufocante que me fazer buscar com sofreguidão o ar, meu próprio ambiente, mas sem nunca esquecer ou deixar de desejar voltar.
Estando lá, nas ondulações envolventes e cativantes, ora pensativas, ora alientantes, é possível entender como se sentem os estrangeiros.
Realmente, “não é difícil compreender os ETs”.
E como deve ser bela uma vida narrada pelas mãos que produziram a alquimia daquelas palavras.
Tensa, rápida, telegráfica. Ombros arqueados pelo peso de dores e idéias inacabadas. Os olhos alertas e o coração vibrante.
E a mente perguntando: Será ciência ou magia?
Simplesmente poesia.

Texto inspirado pela obra da autora Laís Chaffe.

terça-feira, 30 de maio de 2006

À espera de um milagre...

"Não se pode vencer a escuridão com mais escuridão.
Não se pode vencer a violência com mais violência."
Martin Luther King

Não é preciso dizer muito mais a respeito da violência que prolifera nas grandes cidades, mas que em diferentes graus de intensidade está presente em nossas cidades, em nossos bairros.
Não tenho respostas prontas e creio que mesmo a maioria dos especialista não as têm, mas já é hora de dar um basta a este caos e descontrole.
Os problemas começam em nosso gritante desnível social, passa pela falta de cultura e educação de todos os extratos da população e esbarra na falta de vontade política de nossos governantes.
Como disse o poeta Caetano Veloso:

"Será que nunca faremos senão confirmar,
a incompetência da américa católica,
que sempre precisará de ridículos tiranos..."

Sejam elas do PT ou do PCC ou de qualquer partido, coligação ou entidade, basta de sermos escravos de sua falta de escrúpulos e de seu egoísmo.
Não pedimos muito, queremos apenas que nossas famílias possam viver e trabalhar em paz e segurança.
É pedir muito?

terça-feira, 23 de maio de 2006

Conhecimento X Sabedoria

Certa vez um bom amigo e eu estávamos postados às margens do Rio Cuiabá com nossas varas de fibra de carbono, nossos molinetes e iscas artificiais regalando-nos do prazer de desfrutar um dia de pesca esportiva junto à natureza exuberante daquela região.
Mal havíamos nos preparado para o desfrute e diante de nós passou uma tosca embarcação de madeira cunhada a machadinha na tora de uma árvore. À moda indígena tinha um velho e mulato caboclo conduzindo a embarcação com um remo entalhado.
Mesmo muito magro o peso do velho impunha ao barco um desnível que na linha d’água de modo que a pequena criança postada à proa parecia mais um adorno do que um tripulante.
- Diiia! – cumprimentou o velho com voz contida e sotaque carregado.
- BOM DIA! – respondemos quase em uníssono com nossas vozes carregadas de surpresa de ver alguém com disposição suficiente para arriscar uma manhã tão linda de domingo numa canoa lenta e insegura.
Quando pouco depois o barco sumiu por detrás da vegetação ribeirinha olhamo-nos com um misto de pena e desprezo por aquela criatura sem cultura que almejava enfrentar a natureza munida apenas de parcos e rústicos equipamentos.
Após algum tempo nossa euforia matinal já estava amortecida pelo sol que então já se fazia alto. Nosso acervo de piadas tolas esvaíra-se na velocidade inversa com que aumentava nosso “estoque” de peixes que agora contabilizava a irrisória quantia de um raquítico "piau" e um pequeno "lambari".
Neste momento, desta vez descendo o rio, novamente a canoa passou. Sem surpresa pude reparar melhor. O homem não era assim tão velho. Marcado pela dura lida no campo sim, mas a pele vincada era mais uma mostra de que sua aparente magreza era mais um corpo definido e modelado pelo incessante trabalho físico do que pela falta de uma dieta mais rica.
O jovem à frente do barco era sem dúvida muito jovem, mas trazia no rosto a expressão de quem já conseguia enxergar o horizonte não mais com os olhos sonhadores de uma criança, mas com lucidez e esperança.
Meu amigo não pode conter sua curiosidade e perguntou: - E então, como foi a pescaria?
- Mal. - respondeu o barqueiro com certo tom de desânimo na voz – Só pegamos um "Pintado" e dois "Pacus".
Não dissemos mais nenhuma palavra. Ficamos apenas olhando o barco sumir na curva do rio. E quando nos fitamos novamente só fomos capazes de rir abundantemente da ironia da situação. Recolhemos nosso orgulho esparramado pelo chão junto com as tralhas de pesca e fomos nos dedicar a tarefas mais afeitas a nossa competência, quer seja, beber umas cervejas, comer um churrasco e rir de nosso inútil conhecimento diante daquela demonstração de sabedoria.

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Em defesa do código

Depois do estrondoso sucesso literário, estreou nos cinemas o Código da Vinci.
Não importa muito se terá sucesso de bilheteria ou de crítica, o maior desafio que o título poderia vencer já foi conquistado.
Levar às pessoas a refletir sobre dogmas que são aceitos com verdades absolutas já é uma grande realização.
Código é um conjunto de leis ou regulamentos.
O que a ficção do “Código da Vinci” realiza com sucesso é mostrar que o “Código de Jesus” continua atual e incorruptível. Ele está fundamentado nas lições morais que ele legou à posteridade e não está consubstanciado na sua existência material, na sua vida privada.
O maior legado da vida de Jesus permanece inatacável, sua mensagem de amor e tolerância.
Os fatos relativos à sua figura histórica são tão escassos quanto irrelevantes. Se ele se casou e teve filhos, ou até mesmo se morreu crucificado ou não, são questões interessantes, mas menos importantes que suas lições de moralidade.
A polêmica em torno da ficção criada por Dan Brown só reforça o apego que as pessoas tem às aparências, algo que o próprio Cristo condenou na figura dos fariseus.
Revestir Jesus de características humanas não o diminui, ao contrário o enobrece.
É mais fácil ser puro e bom quando se é um Super-Humano, O próprio filho de Deus.
Muito mais difícil é trilhar o caminho do amor e da retidão sendo apenas um reles mortal.
Recentes descobertas históricas propõem uma reavaliação do papel de Judas na condenação do Cristo. Ele pregou o amor e o perdão, mas seus seguidores em dois mil anos de história ainda não foram capazes de perdoar aquele que o teria traído.
Contra-senso? Ou apenas o respeito ao princípio: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”...
Ao elevá-lo a um patamar inalcançável à natureza humano, criamos obstáculos intransponíveis para cumprirmos seus ensinamentos.
Ao contrário de nós, ele podia realizar grandes coisas pois era mais que humano.
Nos somos incapazes de viver em paz porque somos apenas humanos.
Somos incapazes de perdoar porque somos apenas humanos.
Somos incapazes de amar como Jesus porque somos apenas humanos.
Mas se ele foi apenas um humano, iluminado sim, mas humano então temos esperança de um dia construir o mundo que ele sonhou para nós.
Então vamos deixar de polêmica.
Vamos nos divertir com o "Código da Vinci" e vamos viver o "Código de Jesus".

terça-feira, 2 de maio de 2006

Nova Visão sobre o Consultor

Uma empresa freqüentemente nasce pela coragem e determinação de um empreendedor, cresce pela força do trabalho gerando um contínuo processo de burocratização até que, num belo dia, o dito empreendedor se descobre empresário, responsável por um amplo conjunto de atividades que o sufocam e o impedem de cuidar do "negócio" da empresa propriamente dito.
Uma alternativa muito comum, por exemplo, é decidir pela compra de um computador no qual "se joga tudo lá dentro e sai prontinho". Mas quando começa a perceber o que existe por trás da compra de um computador, ele simplesmente desiste ou acaba investindo seu escasso capital com uma ponta de receio de estar sendo ludibriado.
O mais sensato seria contratar um consultor, ou uma empresa de consultoria para auxiliar o empresário a tomar um caminho seguro e promissor, afinal, quando penetramos em um território que nos é adverso temos que nos munir de armas e acessórios que garantem a nossa sobrevivência.
Ora, quando vamos ao médico e o ouvimos dizer que precisamos fazer isso ou aquilo para nos curarmos de uma indisposição, o mesmo sentimento acima exposto nos acomete. Ou desistimos do tratamento por considerá-lo muito caro ou muito sacrificante, ou nos submetemos a ele com uma ponta de desconfiança. Se o tratamento não surte efeito logo esbravejamos que o médico estava errado e que a receita do vizinho era mais eficaz. Nunca nos lembramos que não seguimos a risca a receita ou ainda que ocultamos algumas peculiaridades que impediram um diagnóstico preciso. Mas se nos curamos, gostamos de ressaltar que aquele "chazinho da vovó" foi crucial para a recuperação.
Com uma empresa não é diferente. Se a considerarmos como um organismo vivo, mutável segundo as leis sócio-econômicas e sensível ao meio ambiente, veremos que a analogia é perfeitamente cabível.
O empresário freqüentemente recorre aos consultores quando sua empresa atravessa dificuldades dos mais variados portes e com mais freqüência ainda reluta em pagar pelo tratamento ou ainda segui-lo com a rigidez necessária para o seu sucesso.
Há exceções é claro, e se não houvessem certamente não haveriam mais profissionais dedicados ao trabalho de consultoria de empresas, e se houvessem, seriam apenas mercenários movidos pelo dinheiro.
E pode-se constatar que a maioria é de profissionais movidos principalmente pelo ideal do trabalho honesto e objetivo. São homens que fazem da excelência da técnica e da aplicação objetiva de teorias o seu dia-a-dia, o seu ganha pão.
O empresário deve ter em mente que todo indivíduo tem suas limitações o que faz do trabalho de equipe, to injustamente discriminado neste país, a melhor ferramenta para a solução de problemas.
A empresa faz parte da vida do empresário, é o seu negócio, e certamente ninguém melhor do que ele para conhecer seus problemas e suas necessidades. Mas este cotidiano freqüentemente causa miopia, que como no caso da doença propriamente dita, facilmente passa despercebida sendo notada apenas quando muitas cores e formas, muitas oportunidades enfim, já se perderam para sempre nas brumas do passado.
Para combater a miopia só há duas alternativas: ou nos submetemos a uma cirurgia, mais traumática e custosa (contratamos ou elegemos funcionários que seriam treinados para produzir soluções caseiras para os problemas da empresa, correndo o risco de não alcançar o resultado desejado), ou aderimos à muleta representada pelos óculos ou lentes de contato dos mais variados tipos e formas, que não representam uma cura, mas que oferecem uma solução imediata com menos traumas e custos, apesar do inconveniente de serem permanentes (uma consultoria externa é uma solução rápida e freqüentemente mais barata, mas que causa dependência quase permanente).
O empresário deve avaliar o custo-benefício de cada alternativa e escolher a que mais lhe convém.
O consultor por sua vez também tem suas limitações, ele não pode e não consegue ser suficientemente precisão em suas observações e no seu diagnóstico sem o auxílio do empresário. Uma empresa, sem o espírito do empresário, torna-se um grande aglomerado de pessoas e produtos, expressivos apenas através de gráficos de receitas e despesas.
A colaboração, e acima de tudo, a confiança e o respeito mútuo, é vital para o sucesso do empreendimento.
Mas como assegurar essa situação? Como saber se o consultor possui o perfil que garanta tal relacionamento construtivo?
Não existem regras definitivas e o bom senso acaba demonstrando novamente sua importância. Critérios tradicionalmente empregados para definir a competência de um fornecedor podem minimizar os riscos.
Quando escolhemos um médico para cuidar de nossa saúde levamos em conta não apenas a sua eficiência no atendimento e cura de seus pacientes, ou seja, sua competência. Fatores to variados como a localização do seu consultório, sua disponibilidade de horário, rapidez no atendimento, simpatia, amabilidade, objetividade, sinceridade, seu currículo e o preço de sua consulta são também considerados.
São fatores variados, mas que se agregam firmemente formando o que os especialistas em marketing denominam MIX de produtos. O produto propriamente dito é a cura, pois é o que desejamos obter quando procuramos o médico, é o produto tangível. Todos os demais elementos são agregados intangíveis do produto. Mesmo quando já nos submetemos ao tratamento temos dúvida se conseguiremos ou não obter o produto que buscamos.
Analogamente o trabalho dos consultores tem a mesma característica de serem intangíveis, não serem sólidos. Mesmo as planilhas e gráficos, os relatórios e conclusões do profissional parecem incompreensíveis, como as receitas médicas. Somente os resultados que se sobressaem de sua aplicação podem ser percebidos com clareza, por isso o receio do empresário em aceitar o trabalho do consultor. Simplesmente por que o resultado só poderá ser totalmente compreendido e visualizado quando for "tarde demais".
Dessa forma, somente o emprego de critérios como os que nos levam a escolher um médico, por exemplo, pode nos levar a escolher um consultor.
Acima de tudo o empresário deve ter em mente que não há cura para quem não quer ser curado.
Nem deve iludir-se acreditando que exista uma fórmula mágica para curar todos os males de sua empresa. Cada caso deve ser avaliado sem preconceitos pelo "médico" e pelo "paciente".

quarta-feira, 19 de abril de 2006

A Mulher...

MarceloM
1998

Quem poderia escutar o coração da mulher
e compreender toda sua complexidade?
Quem poderia descrevê-la com precisão?

Como a terra que tudo nutre e tudo têm,
a mulher é a semente de todas as coisas.
Tudo deriva da mulher e tudo a contêm.

Como uma rocha ela se mantém sólida
e inabalável diante das adversidades
e ainda assim se deixa moldar pelo vento suave
que lhe esculpe formas sempre mais belas.

Ela é como a árvore que nos abriga com sua sombra fresca.
Que nos protege das tempestades
e nos alimenta com seus frutos.

Como uma pequena fonte de água,
brota pequena em meio às pedras
e vai crescendo, mansa e serenamente...
avolumando-se, deixando marcas e espalhando vida por onde passa
até tornar-se grande e majestosa como um rio.

E como o mar, profundo, imenso e soberano
ela se nutre sem preconceito de todas as fontes
aumentando sua riqueza interior.

Reunindo em si mesma tudo que há no mundo,
todas as contradições,
torna-se o próprio alimento da vida
e a fonte de toda existência.

A mulher é luz
e como o sol ilumina nosso caminho,
aquece nosso corpo e resplandece nossa alma.

A mulher é infinita como o universo, enigmática.
Repleta de mistérios e segredos
que atiçam nossa imaginação e nossas fantasias.

Como descrever a mulher?
Há tanto contido numa mulher
e tantas em uma...

A mulher é amor, carinho, afeto, conforto e proteção.
Ela é coragem, determinação, fúria, perdão e compreensão.
É também serenidade, esperança, piedade e compaixão.

A mulher é vida.
Olhe com atenção e respeito esta mulher.
Você está olhando a mais perfeita expressão de Deus.

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Para refletir...

"Eu não tenho medo da voz forte dos maus,
mas do silêncio dos bons."
Martin Luther King

terça-feira, 28 de março de 2006

E o Brasil foi pro espaço...


Esperava por este momento há tantos anos que, agora que ele finalmente aconteceu, não consigo descrever a sensação de decepção que se apoderou de mim.
Talvez por saber que afinal, o primeiro brasileiro a deixar a atmosfera a bordo de uma nave espacial, só conseguiu fazê-lo por uma conjunção de fatores que por se repetirem com tanta freqüência só vêm confirmar nossa decepção com os rumos de nossa nação.
Deveríamos ter um assento no ônibus espacial graças à nossa colaboração como membro da elite tecnológica que está construindo a Estação Orbital Internacional. Mas não mostramos competência para construir as poucas peças que nos foram designadas e por isso, perdemos a vez.
Mas, nosso governo, sob a égide de lideranças de arguta visão e pensamento voltado para o futuro, antevendo os frutos que podem advir da participação do Brasil na corrida espacial não pode deixar que o “foguete” da história passe e COMPRA a passagem de nosso corajoso viajante das estrelas por U$10.000.000,00 (dez milhão de dólares).
Mas afinal o que são míseros milhãozinho quando é o futuro está em jogo?
Em tempo, o “futuro” em todos estes casos não vai além de 43 de outubro, onde a folhinha marca “ELEIÇÕES”.
Nada em investimento em tecnologia para que nossos cientistas possam fazer pesquisa.
Nada em investimento de mão-de-obra para melhorar salários de professores, pesquisadores, cientistas e técnicos, para que possam se dedicar em tempo integral a suas atividades.
Nada em sistemas de educação de base com eficácia duradoura na construção de uma geração livre do flagelo do analfabetismo, da falta de educação e cultura.
Nada para acabar com as desigualdades sociais doentias cujas conseqüências atormentam a população sob tantas formas.
Pois é, um brasileiro vai para o espaço, o país já foi faz tempo.
Quem sabe ele não encontra o Brasil por lá.

sexta-feira, 10 de março de 2006

F1 – 2006, começa a briga.


Rubinho na Honda, será que dessa vez vai?

Nunca vi a Honda entra numa briga que não fosse para ganhar.

Quando o Senna corria pela McLaren com motor Honda o investimento da fábrica nos motores da equipe era fantástico. E depois de pouco tempo ela já havia desbancado os então insuperáveis turbos da Renault.

Agora, ela não só empresta seus motores, mas coloca seu nome a prêmio.

Rubinho não é um piloto que se possa chamar de arrojado, apesar de algumas corridas brilhantes ele está mais para Berger que para Senna.

Jenson Button, seu companheiro de equipe, apesar de um começo de carreira promissor, não correspondeu às expectativas e parece que vai continuar sendo apenas isso, uma promessa.

Assim, não é de se surpreender que nesta primeira parte do campeonato a Honda esteja em pequena vantagem que pode colocá-la na briga pelo título e quem sabe levar Rubinho a brigar de verdade pelo título. Pelo menos isso.

De Massa não se espere mais do que uma temporada mediana. Nunca houve e nem haverá piloto que possa enfrentar a arrogância e presunção de Schumacher.

E com todo respeito ao que já fez Alonso e ao que sempre promete Räikkonen, enquanto Schumacher estiver na Fórmula 1 ele sempre será favorito. Gostemos ou não.

Já se pode decretar que a era Schumacher acabou.

O que virá depois só vamos saber a partir deste domingo, 8h30.

Gentlemans, start your engines...

quinta-feira, 9 de março de 2006

Pragas Urbanas I

Viver em cidades tem suas vantagens. Saúde, educação, lazer, comunidade.

Mas elas vêm acompanhadas de algumas pragas que insistem em nos atormentar.

São aquelas pequenas coisas que, quer seja pelo nosso amortecimento social ou pela inépcia das autoridades constituídas, vão se tornando mais e mais corriqueiras e passam a compor o panorama de nossas vidas em sociedade.

Um desses nefastos exemplos está caracterizado na figura do “flanelinha”, o guardador de carros.

Costumo comparar esta figura do cenário metropolitano com o catador de papel.

O catador é um trabalhador – apesar de ser um autônomo da informalidade, o seu trabalho se constituí de uma efetiva prestação de serviço à comunidade mediante uma remuneração.

O “flanelinha” é um marginal que, se valendo da exploração ilegal de um espaço público, faz uso da extorsão para auferir lucros.

Que serviço ele presta? Que bem o seu trabalho têm para a comunidade?

Não significa que todos os que se dedicam a esta atividade ilegal sejam criminosos. Em absoluto. Muitos são os que por falta de opção passam a atuar à margem da legalidade com o justo propósito de sustentar suas famílias.

Mas o espaço das ruas onde estacionamos nossos veículos é público e portanto não pode ser objeto de exploração comercial sem regulamentação legal (e em muitos casos como o das zonas-azuis já são). Assim, ninguém pode nos cobrar adicional para estacionar o veículo.

Mas estes profissionais do ilícito asseguram que estão cobrando “proteção”. Proteção contra furtos, roubo, vandalismo. Ora, é exatamente esse comécio da proteção que tornou os mafiosos famosos. Atualmente muitos traficantes têm usado tal prática para manter cativo seus redutos.

E é porque já está arraigado na memória popular que quem não paga, “paga mais caro”, é que a extorsão funciona.

Pagamos porque temos medo de que sejam eles mesmos os maiores agressores de nosso patrimônio.

Não é raro ver pessoas, principalmente mulheres, serem intimidadas e moralmente agredidas por estes indivíduos que se acham no direito de exigir pagamento por sua extorsão.

Mas porque todos nós ficamos com a consciência culpada, afinal “eu ainda tenho carro enquanto o coitadinho nem emprego tem”, vamos aceitando e cedendo a esta coerção imoral.

Não se deve abandonar os excluídos à própria sorte, mas tolerar mesmo as pequenas infrações que se avolumam no dia-a-dia só nos torna incapazes de agir com o rigor e rapidez necessário quando infrações maiores são praticadas.

Basta de flanelinhas, basta de guardadores. Não dê esmolas.

Em vez disso lembre-se que você é um cidadão e, como tal, tem não apenas o direito mas o dever de exigir que as autoridades tomem providências para tornar as ruas seguras e oferecer assistência aos necessitados.